O outono deste ano continua apresentando temperaturas acima da média histórica em todo o Paraná, devido à predominância de uma massa de ar quente que dificultou a passagem das frentes frias. Este fenômeno perdeu intensidade nas duas últimas semanas, permitindo a entrada de massas polares que trouxeram chuvas generalizadas, amenizando o veranico que vinha causando prejuízos consideráveis à agricultura, principalmente para a cultura do milho safrinha.
Durante a semana que passou, as temperaturas continuaram 3 a 4 graus acima dos valores esperados para esta época do ano. As temperaturas médias foram de 23 a 26 graus no Norte e Oeste (máximas de 30 a 31 graus e mínimas de 18 a 20 graus) e 18 a 20 graus nas áreas mais frias do Sul (máximas de 24 a 26 graus e mínimas de 12 a 14 graus).
A frente fria que atingiu o Paraná de quarta para quinta-feira causou chuvas em todo o Estado. As chuvas foram mais intensas nas regiões Sudoeste e Sul, totalizando 88,4 mm em Foz do Areia e 88,2 mm em Pato Branco, e apresentaram um decréscimo gradual na porção Norte, com valores acumulados inferiores a 20 mm até a manhã de quinta feira.
A água disponível no solo encontra-se em níveis adequados em praticamente todo o Estado, com ligeiro déficit no Nordeste. As temperaturas acima do normal aumentaram as perdas de água por evapotranspiração, causando o secamento do solo mais rapidamente do que o esperado para essa época do ano.
As últimas chuvas vieram em boa hora para completar a emergência e estabelecer a população adequada de plantas nas lavouras de trigo das regiões Norte e Oeste do Paraná, que foram semeadas após as chuvas ocorridas nos dias 8 e 9 de maio. As temperaturas elevadas contribuíram para acelerar o desenvolvimento das plantas, resultando na maturação precoce de algumas culturas, como o café que já se encontra em colheita no Paraná. O calor excessivo afetou a qualidade de frutas, como laranjas e tangerinas, que exibem sintomas de queimadura na casca e redução na quantidade de suco.

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