Em São Paulo, alguns negócios nesta semana acrescentaram R$ 1 na arroba do boi, passando para R$ 61 o preço pago naquele mercado. O fato deve proporcionar reflexos em outras praças, inclusive no Paraná, nos próximos dias. ''A referência para outros Estados tem sido São Paulo com R$ 60 a R$ 61 para bois rastreados para descontar Funrural'', indica Fabiano Rosa.
Colaborou para isso a greve dos funcionários da Coordenadoria de Assistência Técnica (CATI), responsáveis pela emissão das GTAs (Guias de Trânsito Animal) nos últimos dias em São Paulo, que alterou e ainda pode alterar o mercado.
Com os funcionários em greve e sem as GTAs para transporte do animais os frigoríficos foram forçados a buscar bois em outras praças, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraná. Teve indústria que ''andou'' até 1.500 quilômetros para conseguir se abastecer com animais prontos para abate comprando bois no Mato Grosso.
Uma liminar no meio da semana serviu para reduzir o problema. Mesmo assim, como está difícil comprar, o pecuarista que tiver uma boa boiada, souber negociar, e não estiver afoito para vender, poderá conseguir bom resultado daqui para frente. Isso vale também para outras praças.
Segundo Fabiano Rosa, os compradores vêm segurando os preços de ''balcão'', porém aceitam pagar mais na negociação. ''Em geral, as programações de abate estão atendendo três dias'', comenta.
Poucas unidades, segundo o analista, conseguem fechar as matanças da semana, mantendo o mercado firme. O atacado, bastante enxuto, e registrando um ligeiro aumento na demanda pelo traseiro, trabalhou em alta para as peças casadas e para o traseiro avulso esta semana. Conforme Fabiano Rosa, também foram registradas correções positivas para o couro e o sebo.

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