A América Latina Logística (ALL), empresa que opera a maior parte da malha ferroviária do Estado, espera aumentar em 30% o volume transportado da próxima safra de grãos. Segundo o gerente nacional de granéis da empresa, Eduardo Pellissone, esse crescimento será possível graças a uma série de investimentos que têm sido feitos pela própria empresa e também por seus parceiros.
Segundo Pellissone, hoje o gargalo do transporte ferroviário no Estado está no descarga dos vagões. Por isso, a empresa vem fazendo investimentos na sua estrutura no porto. Além disso, os invstimentos feitos pelos clientes da ALL, que passaram a investir em estruturas para armazenagem, por exemplo, também contribuem para o melhor desempenho da ferrovia.
A empresa concentra seus esforços para aumentar o giro dos vagões. Ou seja, a intenção é reduzir o tempo de ocupação de um vagão com a mesma carga, para tornar a ferrovia mais eficiente. Pellissone conta que com os investimentos já feitos até agora, no terceiro trimestre desse ano a ALL conseguiu aumentar em 30% sua capacidade de transporte. ''Antes desses investimentos um vagão levava seis dias para sair de Maringá, ir até o Porto de Paranaguá e voltar ao seu ponto de origem. Hoje já estamos fazendo essa rota em seis dias. Com isso aumentamos a eficiência da ferrovia'', explica. A ALL tem hoje 11,8 mil vagões circulando nos quatro estados em que ela atua (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
O transporte pela ferrovia, segundo Pellisone, representa um custo 25% inferior ao do transporte rodoviário. ''Hoje não vendemos mais somente a ferrovia. Vendemos um pacote de logística, que inclui embarque, desembarque, operação portuária e frete. Esse pacote de serviços custa, em média, 25% menos do que o equivalente pela rodovia.
A Ferropar, que opera 248 quilômetros de ferrovias entre Cascavel e Guarapuava, deve aumentar o volume transportado em 53% no próximo ano. Hoje a empresa tem 244 vagões e a expetativa é colocar outros 100 em operação até o final do ano.
Assim como a ALL, a Ferropar também conta com investimentos de seus parceiros para aumentar sua eficiência. As empresas que utilizam a ferrovia têm construído barracões para armazenar a carga, facilitando o trabalho da administradora da ferrovia.
Outro investimento que deve contribuir para o aumento de carga a partir de 2003 é a Estação Aduaneira Interior (EAI), no pátio da Estação Ferroviária de Cascavel. Com estrutura especializada em desembaraço de mercadorias, a EAI tornará viável a captação de cargas do Paraguai, o que deve também ter reflexo na redução do número de caminhões que se dirigem ao Porto de Paranaguá. (D.A.).

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