O aproveitamento da tecnologia agrícola para reforçar a quantidade de minerais e vitaminas nos alimentos foi o principal delineador da reunião do Programa de Biofortificação de Produtos Agrícolas para Melhoria da Nutrição Humana, ocorrida na Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas (MG) este mês. O evento reuniu pesquisadores de diversos países na tentativa de oferecer produtos agrícolas biofortificados, com maiores concentrações de vitamina A - no caso do milho, da mandioca e da batata doce -, ferro e outros micronutrientes, como o zinco, nas culturas do arroz, feijão e trigo.
Essas culturas compõem a dieta básica de populações que praticam a agricultura de subsistência nas regiões mais pobres do mundo, como África, Ásia, América Latina e Caribe. O programa, também conhecido como HarvestPlus, tenta suprir a dificuldade de suplementação de vitaminas e minerais em regiões sem infra-estrutura adequada para a distribuição de alimentos processados. O HarvestPlus supera essas limitações a partir do uso de tecnologias que têm como base o melhoramento das semente de produtos agrícolas. Sementes ricas em micronutrientes são o diferencial do programa.
O programa, segundo documento produzido pelo consórcio internacional de parceiros colaboradores, enfoca a incorporação de alimentos ricos em micronutrientes nas propriedades familiares com pouca intervenção ou investimento. As ações do projeto são desenvolvidas em populações necessitadas por meio de um sistema alimentar integrado para reduzir a desnutrição. O projeto é uma iniciativa do Grupo Consultivo sobre Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR), entidade americana, e resultado de uma aliança mundial de instituições de pesquisa e entidades executoras - entre elas a Embrapa - coordenadas pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) e pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI).
O HarvestPlus atua a partir de sistemas locais de distribuição de sementes biofortificadas. Trabalhos de melhoramento são responsáveis pela maior quantidade de vitaminas e minerais, sendo que a aparência, o sabor e a textura continuam os mesmos dos alimentos tradicionais. O programa é estruturado em dez anos com estratégias definidas em períodos de três e dois anos. Além das seis culturas de primeira necessidade elencadas pelo programa, outros dez produtos serão biofortificados, entre eles o feijão de corda, o amendoim, a lentilha, o milheto, o feijão guandu, a batata, o sorgo e o inhame.

Serviço Mais informações sobre no site www.harvestplus.org, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone +1 (202) 862-5600 (Washington, DC). Na Embrapa Milho e Sorgo, dados sobre a biofortificação da cultura do milho podem ser obtidos pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (31) 3779-1076.

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