Brasília - O ministro da Agricultura, Neri Geller, afirmou esta semana que os alimentos não são um problema para o combate à inflação, mas uma solução. Ao comentar os riscos de novas pressões de alimentos que podem atrapalhar a queda da inflação no Brasil, o ministro manifestou confiança na capacidade da produção nacional de reagir rapidamente às pressões de alta de preço. "Alimento não é problema hoje. É solução para o País. É sazonal, pode subir hoje, mas em curto espaço de tempo o preço cai", afirmou.
Na sua avaliação, as linhas de crédito e comercialização estão dando condições para o produtor fazer estruturação da produção com muita agilidade. "A inflação sob o aspecto da cesta básica, no que depender da produção nacional, não corre risco", avaliou o ministro.
Geller lembrou que o País enfrentou recentemente problemas de alta do preço do tomate, que estava impactando a inflação, mas que já recuou. "Tivemos o problema do tomate que estava impactando a inflação e eu falava que em menos de 90 dias o preço ia cair. Se tem renda, o setor vai lá e produz e cai o preço. O feijão estava R$ 300 (a saca) no ano passado, com impacto inflacionário extraordinário, e hoje está a R$ 80, R$ 90", ressaltou.
O ministro ressaltou também o recuo do preço do trigo, que foi um problema no ano passado. "O governo fez uma movimentação e jogou no mercado os estoques. O preço já está recuando e tem uma previsão de uma supersafra de trigo", afirmou.
O ministro disse que o governo tem bala na agulha para bancar com recursos do Orçamento uma situação de queda dos preços agrícolas abaixo do preço mínimo. "Temos R$ 5,6 bilhões. No ano passado, precisamos fazer intervenção e o governo fez no momento certo", garantiu.

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