A diretora da creche, Josy Aparecida Beraldo, conta que a introdução dos derivados de milho na dieta das crianças pelo menos duas vezes por semana também se deve a fatores econômicos, já que os produtos são de baixo custo.
''Pensamos em incluir os derivados do milho porque no distrito temos acesso facilitado ao alimento. Creches filantrópicas como a nossa tentam driblar a falta de recursos, procurando coisas mais baratas e que tenham o mesmo valor nutricional'', avalia Josy Aparecida. Na época da colheita, o milho doado por agricultores da região é congelado para ser preparado em outros meses.
O comentário da diretora da creche é uma ilustração, que coloca na ponta do lápis o potencial energético do milho. Participam de sua composição vitaminas A e do complexo B; proteínas; gorduras; carboidratos; cálcio; ferro; fósforo e amido, além de fibras.
Cada 100 gramas do alimento possui cerca de 360 calorias - o que representa 20% da necessidade calórica de um adulto -, e mais 70% de glicídios, 10% de protídeos e 4,5% de lipídios.
A fartura na mesa de crianças que convivem com a vulnerabilidade alimentar é proporcional ao apetite. Elas repetem várias vezes o prato de polenta com molho de carne moída, que divide a preferência dos alunos com a sopa de fubá.
''Polenta é a comida de que eu gosto mais'', confirma a aluna Valéria Cristina Viana, cinco anos, abrindo os braços para receber uma vida mais saudável e nutritiva. (F.L.)

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