Apesar de ser um alimento barato preço médio de R$ 1,50/dúzia o ovo ainda é pouco consumido pelo brasileiro. Esse baixo consumo é, na opinião dos produtores, culpa de informações erradas sobre o produto. ''O ovo era apontado como o principal vilão do colesterol'', lembra Rubens Ogassawara. O consumo per capita no País é de 130 ovos/ano. ''Países mais desenvolvidos como o Japão e os Estados Unidos consomem em média 340 ovos/ano'', informa.
''O ovo é um alimento de alto valor nutricional, contém todos os aminoácidos essenciais ao corpo humano'', resume a nutricionista Elaine Melo. Entre os nutrientes ela lista ainda a boa quantidade de ferro, sais minerais, vitamina A e albumina (que fortalece os músculos).
Elaine comenta que estudos recentes comprovam que, apesar da biodisponibilidade de colesterol do ovo, nosso organismo absorve muito pouco. ''A quantidade de colesterol do ovo que o corpo humano absorve é bem menor do que a que consegue aproveitar das carnes vermelhas, por exemplo''.
A Associação Paranaense de Avicultura (Apavi), divulga em seu site na internet (www.apavi.com.br) resultados de duas pesquisas realizadas nos EUA pela Associação Norte-Americana do Coração e pela Universidade de Harvard, que não apenas descartam distúrbios à saúde, como fazem campanha do ovo para uma dieta saudável.
Segundo as informações do site, a associação Norte-Americana do Coração recomenda a ingestão de quatro ovos por semana e a Universidade de Harvard vai mais longe e sugere um por dia. Já a nutricionista consultada pela Folha Rural é mais moderada, recomenda a consumo de, pelo menos, um por semana. Elaine alerta para que se evitem ovos fritos e os preparados à base de ovos crus. ''Nas frituras, o ovo absorve muita gordura ruim e nos preparados crus há o risco da contaminação por salmonelas. Se não der para evitar, ovo cru só com a certeza da boa procedência e frescor do produto'', orienta.

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