Alimentar o mundo exige sustentabilidade
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Rodrigo Neppel<BR> Reportagem Local 
Quem lida com a terra, tem muito mais do que um negócio nas mãos. Carrega nos ombros a responsabilidade de alimentar a sociedade. E, ao que indica as pesquisas mais atuais, essa responsabilidade tende a aumentar nos próximos anos. Para não perder mercado e, principalmente, atender à crescente demanda, será preciso investir ainda mais em tecnologia, aumentando a produção e reduzindo o impacto ambiental.
Segundo dados do Programa Alimentar da Organização das Nações Unidas, em 2030 a humanidade terá que aumentar a produção em 50% para conseguir alimentar toda a população. Até 2050 o incremento deverá ser de 70%, segundo a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura). A demanda por alimentos em todo o mundo subiu 15% entre 2002 e 2008.
De olho neste mercado, as indústrias de defensivos agrícolas têm investido pesado no desenvolvimento de novos produtos, que ao mesmo tempo aliem alta produtividade num espaço menor, sem grandes impactos no meio ambiente. Entre elas está a Bayer CropScience, que em 2009 investiu cerca de 650 milhões de euros em pesquisa.
No início deste mês a FOLHA visitou a planta da empresa, localizada em Monheim, na Alemanha. Uma área de mais de 60 hectares, onde trabalham mais de 1,7 mil pessoas entre químicos, biólogos e engenheiros. No local o foco é a pesquisa de ingredientes para controle de pestes (inseticidas) e o combate a doenças causadas por fungos (fungicidas).
* O jornalista viajou a convite da Bayer CropScience


