Alimentação e sanidade são ferramentas do criador
De nada adianta ter um animal com alto potencial genético se ele não tiver uma nutrição adequada e uma boa sanidade, afirma o zootecnista e professor Paulo Machado, da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba (SP). O especialista frisa que a nutrição é um aspecto fundamental e que nunca deve ser deixado de lado. Uma vaca leiteira mal alimentada, por exemplo, não chega a produzir 15 litros por dia, enquanto a produção de uma bem nutrida, pode chegar a até 35 litros, observa.
Adolfo Amaral Paranaguá, produtor de leite da região de Godoy Moreira, afirma que o sucesso da atividade se resume a um conjunto de fatores que inclui, principalmente, genética e alimentação. Detentor de 1,5 mil cabeças de gado, o pecuarista explica que o produtor sempre deve buscar novas tecnologias disponíveis de mercado. A ExpoLondrina é uma excelente oportunidade para aqueles que querem permanecer na atividade. O pecuarista que só extrai e não investe no que produz está fadado ao fracasso, sublinha.
Além de realizar um bom manejo sanitário e nutricional, Paranaguá adota desde 2007 o sistema IATF. Com ele, o pecuarista conta que passou a ter uma taxa de prenhez de até 60%. Satisfeito com a técnica, Paranaguá chega a realizar até dois ciclos de IATF para aumentar ainda mais esses resultados. Com a repetição, a minha taxa de prenhez saltou para 80%, comemora.
Sem medo de investir, o produtor colhe os frutos. Em anos anteriores, Paranaguá chegou a ganhar na categoria de melhor lote de bezerro e bezerra na exposição em Londrina. O evento me deu uma ótima visibilidade de mercado, sublinha. Para o professor Paulo Machado da Esalq, a tecnologia disposta hoje para a pecuária é mais do que eficiente. Mas, segundo ele, o criador ainda peca em falhas gerenciais da propriedade. (R.M.)





