Aliança mercadológica de Londrina vira cooperativa
As alianças mercadológicas de carne são um bom exemplo que o Paraná exporta para pecuaristas de outras regiões. É o único Estado onde realmente as alianças funcionaram e estão crescendo. Trata-se de uma estrutura de organização bastante interessante, destaca Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria, de São Paulo.
O resultado é tão positivo que das nove alianças do Estado, cinco já se transformaram em cooperativas (Guarapuava, Umuarama, Paranavaí, Cascavel e Pato Branco). A sexta será a de Londrina, cujo lançamento está marcado para o dia 7 de abril, às 18 horas, no Auditório Milton Alcover, no Parque Ney Braga, durante a Exposição 2008.
As discussões começaram há cerca de um ano e houve um consenso em relação à criação da cooperativa, que conta com apoio da Sociedade Rural do Paraná (SRP) e da Emater. O objetivo é a produção de carne nobre, estabelecendo uma padronização do produto a ser comercializado, explica Luigi Carrer Filho, integrante do conselho técnico da SRP e da coordenação da futura cooperativa, ainda sem nome definido.
O grupo reúne 20 produtores londrinenses de gado precoce abatido até os 24 meses. É uma carne que agrega qualidade, em textura, marmoreio, capa de gordura. Assim, você tem condições de atender mercados mais exigentes tanto interno quanto externo, informa Carrer Filho. A cooperativa vai terceirizar o abate em frigorífico e fazer a comercialização direta da carne. Com isso, segundo a Emater, os pecuaristas devem conseguir preços entre 5% e 15% acima da arroba do boi.
Das alianças que viraram cooperativas no Estado, a pioneira é a de Guarapuava. Com sete produtores e sete varejistas, a aliança nasceu em 2000 e no final de 2007 se transformou na Cooperaliança, já com 35 integrantes, entre criadores de novilho precoce e de cordeiro.
A cooperativa compra a produção de seus cooperados e vende no mercado de todo o Paraná, diz Edio Sander, presidente da Cooperaliança. A principal vantagem, segundo ele, é que a criação da cooperativa fez com que o grupo pudesse crescer. (G.M.)





