Da Redação
Lembra os técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimetno do Paraná (Seab) que a oferta do algodão, do milho e da soja atrasará porque o plantio atrasou devido à estiagem que prevaleceu durante todo o segundo semestre do ano passado e persiste em algumas regiões. A previsão é de que a colheita será intensificasda partir de março, embora algumas lavouras de milho já estejam sendo colhidasna região Sudoeste.
O levantamento constatou que as principais lavouras de grãos da safra de verão 99/2000 no Paraná começam a entrar na fase reprodutiva (floração e frutificação), quando mais precisam de chuva, para seu desenvolvimento normal. Na região de Londrina, no Norte do Estado, notam-se lavouras com mau desenvolvimento, como a soja que se vê na primeira página desta edição da Folha Rural e é indicado na matéria das páginas 6 e 7.
Segundo o Deral, as chuvas que ocorreram neste início de ano normalizaram a situação das lavouras e pastagens, mas ainda permanecem alguns ‘‘bolsões’’ de estiagem na região Norte que preocupam os técnicos. A preocupação maior é com as lavouras de soja e milho nas regiões de Cornélio Procópio, Jacarezinho, Londrina, Ivaiporã e Maringá. As chuvas que estão ocorrendo nessas localidades são esparsas e não atingem todos os municípios.
MilhoAs lavouras de milho ocupam uma área de 1,545 milhão de hectares. Deste total, 37% estão com desenvolvimento médio, que não é considerado ideal para as condições de produtividade já atingidas no Paraná. Outros 46% da área já apresentam lavouras em bom estado. Essas lavouras estão em municípios beneficiados pelas chuvas esparsas que ocorrem desde o final do ano passado. Cerca de 17% da área plantada acham-se em estado ruim, por causa da estiagem, e certamente apresentarão quebras na produtividade.
As lavouras de milho estão com 41% da área em desenvolvimento vegetativo, 31% em floração, 26% em frutificação e 2% em maturação. Isto indica que em fevereiro começará a colheita. A previsão é que essas lavouras apresentem baixa produtividade, porque tiveram todo o seu desenvolvimento no período extremamente seco, informa a engenheira-agrônoma Vera Zardo, do Deral.
SojaA soja ocupa 2,826 milhões de hectares e apresenta 5% das lavouras com desenvolvimento ruim, 33% de desenvolvimento médio e 62% de bom desenvolvimento. A maior parte das lavouras (76%) está em desenvolvimento vegetativo e 23% em floração. A colheita da soja deve se iniciar a partir de março, segundo o Deral.
A técnica Vera Zardo alerta os produtores para a possibilidade de aumento das perdas na colheita em função do porte baixo das plantas. A informação que chega dos técnicos de campo é que muitas lavouras iniciaram o período de floração, mas ainda apresentam porte muito baixo o que indica dificuldade para o ajuste das máquinas no período de colheita.
O algodão, que ocupa uma área de 54 mil hectares, está com 15% das lavouras em situação ruim, 36% em desenvolvimento médio e 49% com situação considerada boa. O levantamento mostra que 82% da cultura estão em desenvolvimento vegetativo e 17% em floração.
Feijão– As lavouras de feijão, já prejudicadas porque tiveram a maior parte do desenvolvimento vegetativo durante o período de estiagem, agora correm o risco de sofrer novas quebras em função de excesso de chuvas na colheita. Este ano a cultura ocupa 445 mil hectares de área e 26% das lavouras já foram colhidos.
O retorno das chuvas é mais intenso nas regiões Sul e Centro-Sul, onde parte das lavouras de feijão está em fase de maturação. Do que resta colher, 28% das lavouras de feijão estão em fase de maturação, prontas para a colheita. Outros 46% das lavouras estão em fase de frutificação, 20% em floração e 6% em desenvolvimento vegetativo.
O feijão das águas apresenta um quadro onde 27% das lavouras estão em situação ruim, 46% em desenvolvimento médio e 27% em bom estado. Isso significa que a maior parte apresenta desenvolvimento abaixo das condições ideais já apresentadas em safras anteriores.Ao divulgar seu mais novo levantamento de safra, quarta-feira, o Deral previu que esses produtos entrarão mais tarde no mercado
Dorico da SilvaAinda tem área esperando chuva para o plantio no Norte do ParanáSemeadura sobre palha, tentativa de contornar os efeitos da seca