Ainda é muito pouco para lavouras
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sexta-feira, 16 de maio de 1997
Cristina Côrtes 
As chuvas que caíram nos últimos dias não foram suficientes para molhar a solo. Permanecem inalteradas as condições de campo que já prejudicaram a safrinha de milho e estão acabando com os restos de pasto nativo. A informação é do agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Agenor Santa Rita.
Segundo dados do Serviço de Meteorologia do Paraná (Simepar) a ocorrência de chuvas foi registrada em apenas algumas faixas do Estado e em quantidades pouco siginificativas. Em Apucarana choveu entre 12 e 24 milímetros (mm); Campo Mourão, 1 a 10 mm; Cornélio Procópio, 2,5 mm; Londrina, de 2 a 15 mm.
O Simepar não tem previsão de chuvas para os próximos cinco dias. A previsão é queda de temperatura, o que pode agravar ainda mais a situação, já que o vento frio seca mais rapidamente o solo. Santa Rita diz que a situação das pastagens é péssima. Temos notícia de que, na região de Ponta Grossa, pequenos pecuaristas estão levando os animais para a estrada e conversando com motoristas de caminhões para tentar comercializar o gado, comenta Santa Rita.
A falta de chuva neste período não é um fato comum no Sul do País. O agrônomo analisa que nos últimos dez anos não aconteceu nada parecido. Normalmente este tipo de estiagem acontece no inverno propriamente dito, que começa mais para frente. A antecipação do período seco é bastante prejudicial para a atividade agrícola.
De acordo com os meteorologistas, as condições e formações de massas de ar no Chile e Bolívia têm acontecido com pouca intensidade, e quando se movem para o Brasil são jogadas rapidamente para o oceano, onde se tranformam em chuvas. Para que ocorra chuva no Continente, elas precisam ser mais intensas e lentas, resistindo ao vento e se acumulando até que se transformem em água.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevê para este ano um inverno mais longo e não muito úmido.


