Para pecuaristas que ainda não fizeram um plano para alimentar animais na seca e tiveram as pastagens prejudicadas pela seca, a maneira mais rápida de se obter forragem na propriedade agora é plantar culturas de inverno como a aveia, o azevém ou o centeio, utilizadas no pastoreio. ‘‘Ainda há tempo de plantar,’’ avisa Moacyr Corsi. Nesse caso, segundo Corsi, se o solo permitir, é possível fazer o plantio direto nas áreas de pastagens já estabelecidas. Essas áreas, indica Corsi, devem ser manejadas com adubo e fertilizantes. O pecuarista deverá utilizar a área no pastejo rotacionado.
O uso de fertilizantes e uma cobertura com nitrogênio poderá acelerar o tempo para uso dessas pastagens. No caso da aveia e do centeio pode-se usar o material já a partir dos 30 ou 35 dias do plantio.
No caso de pastos tropicais ele aconselha um manejo diferenciado conforme a categoria animal para aproveitar melhor a forragem existente. As pastagens já ‘‘passadas’’ ou ‘‘maduras’’ devem ser usadas pelos animais menos exigentes, como vacas vazias ou bois magros. Já as áreas onde estão ocorrendo pequenas rebrotas das forrageiras devem ser destinadas para novilhas primíparas (de primeira cria), animais em crescimento e vacas paridas.
‘‘Quem não se planejou e não pretende fazer nada, o conselho é reduzir o plantel ou procurar urgente um pastagem para arrendamento e dentro desta área desenvolver uma prática que está sendo feita por pecuaristas gaúchos,’’ aconselha Corsi. Segundo ele, no Rio Grande do Sul muitos pecuaristas estão arrendando áreas de onde foi colhida a soja, que ficariam em pousio (sem plantio) no inverno. ‘‘Nessas áreas pode-se plantar aveia, azevém ou centeio para pastejo. As áreas podem ser utilizadas desde este momento até um mês antes do plantio da soja ou do milho no verão, quando a rebrota das pastagens serão dessecadas para o plantio direto da cultura de verão.’’

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