Agronegócio eleva em 7% exportações apesar do câmbio
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sexta-feira, 09 de junho de 2006
Fabíola Salvador<br> Agência Estado 
Brasília Apesar das queixas dos agricultores em relação ao câmbio desfavorável às exportações, a receita cambial obtida com os embarques de produtos agrícolas foi recorde no período de janeiro a maio deste ano. As exportações renderam US$ 17,134 bilhões, com alta de 7% em comparação ao mesmo período de 2005. A valorização do real frente ao dólar estimulou as importações, que cresceram 22% no período, totalizando US$ 2,5 bilhões. O superávit da balança comercial foi de US$ 14,634 bilhões no acumulado até maio, recorde histórico para o período dos cinco primeiros meses do ano. Os dados foram divulgados esta semana pelo Ministério da Agricultura.
De forma isolada, as exportações agrícolas renderam US$ 3,889 bilhões em maio, crescimento de 3,7% na comparação com os US$ 3,75 bilhões de maio de 2005. Os gastos com importações cresceram 18,8%, totalizando US$ 502 milhões. O resultado foi saldo de US$ 3,387 bilhões no mês passado, contra US$ 3,326 bilhões em maio de 2005. Tanto o valor das exportações quanto o superávit comercial representam recordes da série histórica para meses de maio.
No mês passado, o destaque foi o aumento de 81,5% nas exportações de sucos de fruta, de US$ 99,178 milhões em maio de 2005 para US$ 180,04 milhões no mês passado. As exportações do complexo soja, principal produto da pauta de exportação do País, renderam US$ 900,854 milhões , uma queda foi de apenas 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2005. Houve incremento de 32% nas exportações de soja em grão e queda de 45% nas exportações de farelo e de 44% para o óleo.
Mas nem todos os setores tiveram resultado positivo. Os exportadores de carne de frango in natura perderam mercado. Em comparação a maio de 2005, o faturamento obtido com os embarques caiu 26,8% no mês passado, resultado de queda de 19,7% na quantidade exportada e de 8,8% no preço médio de venda. A queda para os representantes do setor deve-se ao temor mundial em relação à gripe aviária.
As exportações de carne suína continuaram caindo, mas, segundo técnicos do ministério, a queda foi menor do que a verificada em meses anteriores. O valor exportado diminuiu 2,6%, resultado de redução de 10,7% na quantidade embarcada e de preços 9% superiores. A receita com exportação de carne bovina in natura cresceu 16% em maio. O volume embarcado caiu 2,3%, mas a queda foi compensada pelo aumento de 18,8% nos preços médios de venda no exterior.
As exportações de todas as carnes renderam US$ 695,6 milhões ao País no mês passado, queda de 1,7% em relação a maio de 2005, quando as vendas renderam US$ 707,8 milhões.


