AGROMERCADO
A L G O D Ã O
PREÇOS BAIXOS NOS MERCADOS EXTERNO E INTERNO
Em julho, as cotações do algodão na Bolsa de Nova York para o primeiro vencimento oscilaram entre 39,47 e 42,09 centavos de dólar por libra-peso, equivalentes a US$ 13,05 e US$ 13,92/arroba. A média do mês foi de 40,79 centavos de dólar por libra peso (US$ 13,49/arroba).
O gráfico mostra as médias mensais das cotações do algodão na bolsa americana nos últimos 7 anos. Como se pode notar os preços atuais são os mais baixos do período analisado. As cotações no mercado brasileiro também são apresentadas no gráfico, ou seja, o indicador do algodão ESALQ/BM&F e os preços da pluma no atacado paranaense acompanhados pelo DERAL.
Este ano está com preços abaixo da média histórica. Os anos de 95 e 96 foram períodos de preços altos que passaram a reduzir continuamente até atingir menos de 40 centavos de dólar por libra-peso no mercado interno e se aproximar deste patamar na bolsa americana.
O Brasil está colhendo a segunda maior safra da sua história, estimada em 914,6 mil toneladas de algodão em pluma, apenas 46 mil toneladas ou 5% a menos do que o recorde de 960,6 mil toneladas colhidas na safra 84/85. Da produção total brasileira, 76% vem do Centro-Oeste, mais especificamente do Mato Grosso com 56,3% da produção.
Mas os baixos preços do produto parecem estar desestimulando os produtores, especialmente no Mato Grosso. Começam os indícios de redução na área a ser plantada em todas as regiões, com tendência de substituição pela soja, cujos preços relativos parecem mais atraentes.
No Paraná, a primeira pesquisa do DERAL para intenção de plantio de algodão no Estado para a safra 01/02 indica redução de 13,74% na área, passando de 70,87 mil hectares para 61,13 mil hectares. A mesma tendência é esperada em outros Estados, mas as proporções de redução devem diferir.
Entre março e julho o preço do algodão medido pelo indicador recuou 6,1% em reais mostrando que, mais uma vez, para os produtores paranaenses, a venda na safra pode ser uma opção interessante, especialmente para quem não pode estocar o produto. Quem pode vai esperar passar o período de maior oferta que ocorre em junho e julho com a colheita da safra do Centro-Oeste. Em agosto toda a produção brasileira estará colhida. Quem não vendeu até agora é melhor esperar os baixos preços passarem.
Vania Di Addario Guimarães - Prof da UFPr
E-mail: [email protected]
B O I G O R D O
PREÇO RECORDE EM REAIS
Nesta semana, os preços do boi gordo atingiram a marca dos R$ 43 por arroba nas principais regiões produtoras do Estado do Paraná. É um valor recorde em termos nominais desde o lançamento da atual moeda brasileira no Plano Real em julho/94.
Nas últimas três semanas os preços subiram 7,5%, passando de R$ 40 para R$ 43 por arroba, fruto da menor oferta neste início de entressafra. Em termos nominais, o atual valor da arroba aos produtores paranaenses já supera o preço máximo atingido no ano passado, que foi de R$ 42,5 por arroba no final de outubro.
Máximos e mínimos
No ano passado, os preços saltaram de R$ 34,75 por arroba no início de junho (o menor preço em 2000) para R$ 42,5 por arroba no final de outubro (o maior preço em 2000). A variação entre os preços máximo e mínimo foi de expressivos R$ 7,75 por arroba ou o equivalente a 22,3 %. Neste ano, o menor preço até agora ocorreu em meados de fevereiro e foi de R$ 37,5 por arroba e o maior preço é o deste início de agosto, de R$ 43 por arroba. A variação entre os preços máximo e mínimo em 2001 (até agosto) é de R$ 5,5 por arroba ou o equivalente a 14,7 %.
O valor da arroba deve continuar em alta moderada nos próximos meses, com possibilidades de recuos momentâneos de preços ao longo do período, de acordo com o fluxo semanal de comercialização nos frigoríficos. Não se esperam grandes altas de preços para a entressafra desse ano, exceto se houver severo prolongamento da atual época de estiagem no Centro-Oeste e Sudeste do País. Na região Sul, a possibilidade de novas geadas é muito pequena, e as pastagens devem melhorar daqui em diante.
Valor em dólar
Apesar da valorização de 8,4% nas últimas 3 semanas, o preço do boi gordo expresso em dólar está baixo no momento. O valor atual é de US$ 17,3 por arroba, contra US$ 16/@ há três semanas e US$ 22,6/@ no mesmo período do ano passado.
O baixo valor em dólar do boi gordo, a exemplo de muitos outros produtos agropecuários, tem ampliado a competitividade das exportações brasileiras. Apesar dos problemas com a febre aftosa no Rio Grande do Sul, a quantidade de carne bovina exportada esse ano deve crescer consideravelmente em relação ao ano anterior.
José Roberto Canziani - Prof. da UFPR
e-mail: [email protected]
F R A N G O
O custo e a lucratividade da avicultura de corte
A cotação real do quilograma da carne de frango apresentou pouca variabilidade entre janeiro e julho de 2001, no mercado paranaense, oscilando entre um preço mínimo de R$ 0,83 (março) e um preço máximo de R$ 0,89 (julho). Desta forma, pode-se observar que a variação das cotações no período analisado foi de apenas R$ 0,06 ou 7,2%.
No início do ano (janeiro), o preço do quilograma do frango estava valendo R$ 0,87 no mercado paranaense. Entre fevereiro e março apresentou uma retração da ordem de 4,6% sendo negociado então a R$ 0,83. Entre abril e maio, a cotação voltou a variar positivamente (3,6%), perdendo sustentação em junho (1,2%) e voltando a apresentar um incremento positivo de 4,7% em julho com o quilograma da carne de frango sendo comercializada na média de R$ 0,89 nas principais praças do Estado.
O custo de produção
Em termos comparativos ao preço real recebido pelos produtores, o custo real de produção do quilograma do frango de corte apresentou uma variação da ordem de 11,1% entre janeiro e julho de 2001, mas, o seu impacto foi significativamente menor do que o observado no mesmo período do ano anterior devido principalmente a menor pressão do custo do milho na ração. No período de janeiro à junho, o custo de produção apresentou uma retração de 12,2%, variando dos R$ 0,90 em janeiro para os R$ 0,79 em junho. Com a elevação gradual do preço do milho, a desvalorização cambial e o aumento dos outros fatores de produção, o custo apresentou elevação de 1,3% em julho fechando o mês no patamar médio de R$ 0,80 por quilograma.
Tabela - Analise comparativa dos preços reais do kg frango, do custo médio de produção e da lucratividade (%) no Paraná, em Reais (R$) deflacionados pelo IGP-DI para junho/2001.
item/mês janeiro fevereiro março abril maio junho julho Média do período
Preço real do Kg do frango 0,87 0,84 0,83 0,87 0,86 0,85 0,89 0,86
Custo real do Kg do frango 0,90 0,86 0,82 0,82 0,79 0,79 0,80 0,83
Margem de Lucratividade do Produtor (%) - 3,3 - 2,3 + 1,2 + 6,1 + 8,9 + 7,6 + 11,3 + 3,6
Fonte: Agromarket com cálculos do autor para o mês de junho de 2001.
O lucro do avicultor
A margem de lucratividade dos produtores também apresentou uma evolução positiva no período analisado, ficando, em termos médios, 3,6% acima o custo total de produção. Entre janeiro e fevereiro, os avicultores tiveram prejuízo da ordem de 3,3% e 2,3% respectivamente. A partir de março, o custo de produção apresentou retração, enquanto que a cotação do frango incrementou positivamente no mercado revertendo a situação negativa. Desta forma, entre março e julho, a margem de lucratividade dos avicultores paranaenses apresentou um crescimento de 8,3%, fechando o mês de julho no patamar de 11,3% conforme pode ser observado na tabela abaixo. Apesar desta melhoria, tal lucratividade ainda é muito pequena para que os avicultores possam se recuperar das perdas verificadas na ano passado.
Situação atual
O preço médio do frango de corte negociado no Estado do Paraná permaneceu com a cotação estabilizada no mesmo patamar da observada na semana anterior com o quilograma sendo comercializado a R$ 0,89 nas principais praças produtoras do Estado. Quando comparada esta cotação com o preço médio de julho (R$ 0,89) observa-se uma estabilidade na mesma e, quando relacionada com o preço médio nominal praticado no mesmo período do ano passado (julho) notamos uma incremento da ordem de 14,1% nas cotações.
João Batista Padilha Junior - Prof. da UFPR
e-mail:[email protected]
EMPREENDEDORISMO EM AGRONEGÓCIO
Curso inédito da UFPR no interior do Estado
Diferente dos cursos que tratam de gestão, o curso de pós-graduação em Agronegócio da UFPR é dedicado aos que buscam o conhecimento para descobrir oportunidades; alavancar negócios e carreiras, empresas e profissionais; saber encontrar caminhos novos e saber planejar a caminhada.
Ensino a distância
A metodologia do Curso é simples, inovadora e eficaz. Através da Internet e da Videoconferência, o aluno faz o curso praticamente sem sair de casa e sem perder dias de trabalho. Pela Internet, o aluno recebe no seu computador as aulas e as tarefas que deve realizar. Ele próprio define quando e como vai estudar.
Quinzenalmente, aos sábados, ele comparece à sala de videoconferência mais próxima. Com os colegas da sua região, o aluno participa de tira-dúvidas e de trabalhos monitorados pelo professor. O equipamento de vídeo, de última geração, permite o diálogo a distância entre alunos e professores, uns fazendo perguntas, outros respondendo em seguida, simultaneamente, como numa sala de aula presencial. Debates e trocas de idéias também seguem o mesmo princípio, numa interatividade o mais completa possível.
Diploma da UFPR
No final do curso, o aluno deve realizar um trabalho próprio (monografia) sobre determinado tema, à sua escolha, com orientação de um professor. A aprovação lhe dará direito ao título de Pós-Graduado em Agronegócio da Universidade Federal do Paraná.
Disciplinas
São elas: Empreendedorismo - Políticas Econômicas - Economia Aplicada - Meio Ambiente e Agronegócio - Sistemas de Comercialização - Agronegócio Cooperativo - Fundamento das Cadeias Produtivas - Cadeia Produtiva das Grandes Lavouras - Cadeia Produtiva da Hortifruticultura - Cadeia Produtiva do Leite e Derivados - Cadeia Produtiva das Carnes e Derivados - Cadeia Produtiva da Madeira e Derivados - Agronegócios Alternativos - Insumos, Máquinas e Equipamentos - Estratégias Competitivas de Marketing e Negociação - Business Plan - Plano de Negócios - Comunicação Rural e Ética Profissional (optativa) - Sistemas de Apoio aos Agentes Econômicos (optativa).
Professores
São eles: Ricardo Berger, Ph.D. - Maurício Serra, Ph.D. - Sigismundo Bialoskorski, Dr. Vitor Hoeflich, Dr. - João Carlos Garzel, Dr. José Roberto Canziani, Dr. Vânia Di Addario Guimarães, Dr - Fukuo Morimoto, Dr. José Chotguis, MSc - Claudio Luchesa, Ms Eugênio Libreloto Stefanello, Ms João Batista Padilha Júnior, Ms - Airton Empinotti, Ms - Airton Guariza.
Inscrições até 15 de agosto
As inscrições estarão abertas para profissionais com graduação em qualquer área. As aulas, quinzenais, serão nos municípios de Cambé, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Ponta Grossa, Cornélio Procópio e Curitiba. Os interessados poderão inscrever-se pelo site www.agronegocio.ufpr.br ou telefax 0xx41-350-5787.





