Agroindustrialização garante lucro de até 30%
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
O produtor Edmundo Tiedt, de Rolândia, participa do projeto de diversificação com cana da Corol Cooperativa Agroindustrial desde a implantação, em 1980. Paralelamente ao início do plantio, a cooperativa construiu a destilaria de álcool, em 1982, onde é processada a matéria-prima entregue pelos mais de 160 associados que fazem parte do programa.
O projeto integrado da Corol dá total assistência técnica ao cooperado, explica Tiedt. No início da colheita, o associado recebe um adiantamento da cooperativa para cobrir os custos de produção. Depois da industrialização e da comercialização, um novo repasse é garantido aos participantes do projeto. ''O rateio dos lucros da venda do produto agroindustrializado está embutido no preço recebido pela tonelada da cana'', diz o produtor.
Hoje, os cooperado recebem em média R$ 36/tonelada (t), enquanto o preço de mercado é de cerca de R$ 25/t. A margem de lucro de Tiedt é de 30% em relação ao custo de produção e toda a renda obtida com a cana é reinvestida na cultura. ''Não sou mais um simples produtor de cana e sim um vendedor de álcool e açúcar'', comemora.
Tiedt cultiva 22 alqueires com cana e consegue realizar até 12 cortes. A longevidade da lavoura, assegura, está diretamente ligada ao zelo do produtor. Segundo ele, realizar a análise do solo para saber a quantidade exata de adubo que a planta necessita é a primeira etapa para uma lavoura saudável.
''O básico mesmo é capinar o mato para evitar ervas daninhas e replantar a cana quando há falhas na lavoura'', ensina o produtor. Em sua propriedade, ele carpe e aduba a lavoura em média duas vezes durante o ano. Por ser mais rústica, a cana suporta veranicos e geadas. ''Também não conheço nenhuma praga ou doença que limite o cultivo aqui na região'', declara.
A produção de Tiedt é escalonada para que ele possa oferecer matéria-prima à indústria todo ano. ''Hoje tenho lavouras com três e seis anos em plena produção e até de 12 anos, que já precisam ser reformadas'', aponta. A colheita é manual e emprega cerca de 100 homens entre abril e dezembro. A meta para este ano é colher 6 mil toneladas do produto.
Na propriedade de 100 alqueires, Tiedt também cultiva milho, soja, laranja e café com a ajuda dos filhos. Para ele, a cana é apenas mais um produto no mix de diversificação da propriedade. ''Acredito que hoje é mais importante diversificar do que depender de um único produto. Assim o agricultor não fica com um pé só na cana'', defende.


