Agroindustrialização está no DNA da cooperativa
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
A agroindustrialização é um dos alicerces do cooperativismo paranaense na atualidade. E logo no início da história da Integrada já fazia parte do DNA da cooperativa, sendo base para o crescimento pujante nessas duas décadas. Quando a cooperativa que se formava resolveu arrendar algumas estruturas da liquidada Cotia, duas unidades agroindustriais foram incorporadas, gerando recursos e dando certa tranquilidade ao trabalho que se iniciava. Hoje, a Integrada conta com quatro unidades industriais fiação, ração, suco e milho - que respondem por 12% do faturamento, com a expectativa que num futuro próximo atinja a marca de 25% do montante total.
Nos últimos três anos, com a recente inauguração da Unidade Industrial de Milho (UIM) de Andirá, a ampliação da fábrica de ração de Londrina, prevista para meados de 2016, e a Unidade Industrial de Sucos de Uraí, ativa desde 2013, os valores investidos na agroindústria atingiram o patamar de R$ 200 milhões.
O vice-presidente da Integrada, Katsumi Sergio Otaguiri, relembra o papel desempenhado pela Unidade Industrial de Fios, de Assaí, e pela fábrica de rações de Londrina trazendo recursos importantes para que a cooperativa pudesse evoluir nos primeiros anos de atividade. "A importância da agroindustrialização foi percebida logo no início, principalmente para agregar valor aos produtos dos cooperados", salienta ele, que coordenou a reunião de fundação da cooperativa e desde 2000 fica à frente da gestão, sempre com o trabalho voltado à área industrial, acompanhando atividades e projetos.
Em 2000, um novo boom nesse segmento dentro da cooperativa. A Integrada arrendou a indústria de milho de Andirá, como estratégia do processo de expansão para o Norte Pioneiro. Em outubro deste ano, a antiga fábrica foi substituída por uma nova unidade, considerada uma das mais modernas plantas industriais da América Latina no processamento de milho. O investimento total foi de R$ 100 milhões e capacidade de processamento total da unidade é de 25 mil toneladas de milho diariamente, ou 300 mil toneladas por ano. Os clientes são indústrias de alimentos e bebidas, cereais matinais, cervejarias, panificação, biscoitos, massas, rações, entre outros. "O Paraná sempre produziu muito milho, mas no final da década de 1990 eram poucos compradores. Tivemos a oportunidade de arrendar a indústria e de lá para cá processar com grandes volumes, dando fluxo ao recebimento constante da commodity em nossas unidades", relata Otaguiri.
Em meados do ano 2000, com uma onda de crises no agronegócio, principalmente em relação a problemas climáticos, a Integrada entendeu que era o momento de mais um planejamento para a agroindústria. Um estudo foi realizado para a instalação de uma nova indústria, desta vez para a produção de suco de laranja, em Uraí. Primeiramente, o promoveu-se o plantio de pomares, com a cooperativa dando todo o suporte desde as mudas, insumos, assistência técnica, recebimento e processamento da laranja. Hoje, a capacidade de processamento é de seis mil toneladas de suco concentrado por safra, sendo 95% exportado para outros países.
O próximo passo é a nova fábrica de ração em Londrina, que deve ser inaugurada em julho de 2016. Com um investimento de R$ 25 milhões, a nova unidade terá capacidade de produzir até 60 mil toneladas anuais de ração para peixes, cães, bovinos, suínos e equinos. O volume é o triplo do atual produzido.
Em médio prazo, a Integrada tem estudos para trabalhar com um moinho de trigo e uma indústria de extração de óleo de soja. "Isso lá na frente trará muitos benefícios, como maior retorno aos cooperados e melhor sustentabilidade da cooperativa. Como o cenário econômico atual está incerto e dependemos de linhas de financiamento, vamos aguardar um pouco mais para esses projetos. Apesar do momento de "pé no chão", não dá pra ser (um projeto) muito distante", avisa Otaguiri.


