Agroecologia substitui fumicultura em SC
Outro casos interessantes apresentado durante o evento foi a trajetória da Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), de Santa Catarina. Tradicional produtora de fumo, madeira e carvão, a região é hoje exemplo de produção agroecológica.
Cansadas de levar prejuízo em decorrência da crise na fumicultura, ocorrida na década de 1990, 62 famílias de pequenos produtores de municípios do entorno das encostas organizaram-se em uma associação para modificar a vocação produtiva regional e com isso, motivar os poucos agricultores que ainda restavam nas imediações a permanecer no campo.
Segundo o produtor Volnei Heidemann, cerca de 80% das propriedades associadas possuem entre 20 e 50 hectares. O restante tem área entre 50 e 100 hectares. Dos 62 sítios, pelo menos 30 ainda estão em fase de conversão para a produção orgânica. Os demais já estão certificados.
Heidemann assinala que todos os recursos utilizados na construção das agroindústrias foram obtidos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). ''São investidos cerca de R$ 20 mil anuais na agroindustrialização'', calcula.
De acordo com o produtor, o projeto inicial previa a construção de 53 agroindústrias, sendo que 27 já foram construídas e dessas, 19 já estão em funcionamento. Conforme explica Heidemann, a comercialização dos produtos fica a cargo de uma central gestora, que avalia a demanda dos mercados e repassa os pedidos aos condomínios de agroindústrias, responsáveis pela distribuição das mercadorias. ''Somente o transporte é terceirizado'', aponta. (M.G.)





