O líder do Programa Feijão, o fitopatologista Anésio Bianchini, observa que até chegar ao lançamento de uma nova variedade, a pesquisa tem toda uma trajetória de descobertas e resultados técnicos que são colocados à disposição do produtor. Nas novas cultivares de feijão busca-se a qualidade comercial e culinária; a redução de custos e a produtividade. Mas tudo isso sem perder de vista a questão ambiental, que permeia toda a tecnologia.
A pesquisa tem conseguido reduzir o uso de defensivos e a degradação dos solos, segundo Anésio, acrescentando que esses não são os únicos ganhos ambientais.
Com plantas resistentes e grãos de qualidade, os grandes beneficiados são agricultura familiar e os consumidores - observa Anésio Bianchini.
Ele cita as seguintes variedades como resultado mais recente do processo de melhoramento genético. A Iapar 57 e Iapar 72, que são resistentes ao mosaico dourado, dispensando uso de agrotóxicos. E a Iapar 81, IPR Juriti, IPR Uirapuru e IPR Graúna (do grupo de feijão preto) que - entre outras - incorporam uma série de novas vantagens. Essas vantagens se expressam na resistência ou tolerância à doenças. Com certeza, o consumidor está recebendo um produto de melhor qualidade. Mas até chegar à mesa do consumidor, pequenos e médios agricultores são os grandes beneficiados - segundo Bianchini.

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