Agricultura está usando mais secadores de grãos
A compra de equipamentos para secagem e conservação de grãos cresceu em média 30% ao ano nos últimos três anos. A expansão foi comentada na última quinta-feira, em Londrina, durante seminário nacional sobre conservação de grãos, promovida pelo Grupo Kepler Weber, do Rio Grande do Sul (v.foto).
Os números do grupo revelam que a procura é por secadores de
grãos das mais diferentes linhas de produção, ''desde aqueles de menor capacidade e de menor porte - de 10 toneladas/hora -, até os de capacidade máxima, de 250 t/hora. Os produtores se dão conta que o uso de secador
é a estratégia mais econômica para as propriedades, segundo Duílio
de la Corte, diretor comercial do grupo Kepler Weber.
O engenheiro mecânico Rubem Groff, outro palestrante do evento, observou que a cadeia produtiva está cada vez mais exigente com relação à qualidade dos produtos e a armazenagem e conservação têm um papel importante nesse contexto.
Colômbia paga
US$ 1 milhão por
gado brasileiro
Cerca de 800 animais estão em quarentena em São Paulo e Minas Gerais e devem embarcar para a Colômbia no início de dezembro. A compra, que chega a 1 milhão de dólares, foi feita pela CGR Biotecnologia, empresa colombiana do setor pecuário, que identificou no rebanho brasileiro grande potencial genético.
Dos 800 animais que serão embarcados no Porto de São Sebastião, 600 são bovinos das raças Gir Leiteiro, Guzerá Leiteiro, Girolando, Pardo-Suiço (corte) e Senepool, e 200 são búfalos da raça Murrah. Os bovinos foram comprados de mais de 30 fazendas das regiões Sudeste e Centro-Oeste e todos os búfalos sairão da Fazenda Betel, de Ibitinga, interior de São Paulo.
''Vendi os animais por mais de 100 mil dólares e já estou negociando outras exportações com a Colômbia, Venezuela, Argentina e Itália'', comemora Fábio Pinto da Costa, proprietário da Fazenda Betel e expositor da 11 Expomilk, realizada em São Paulo.
Sadia fatura
R$ 3,30 bi e
lucra R$ 165 mi
A Sadia fechou os primeiros nove meses de 2002 com um lucro líquido de R$ 165,57 milhões, 7,9% maior do que o obtido em igual período do ano passado. No terceiro trimestre de 2002, o lucro obtido foi de R$ 96,4 milhões, 135,2% superior ao obtido em igual trimestre de 2001. A receita operacional bruta dos nove meses, de R$ 3,305 bilhões, cresceu 16,1% em relação à obtida nos primeiros nove meses do ano passado. A receita com exportações, de R$ 1,39 bilhão, foi 29,4% maior, sendo um dos destaques do período e representando 42,2% do faturamento, enquanto que no trimestre, as exportações representaram 47,3% da receita bruta. Em setembro, a Sadia entrou no segmento de águas minerais, através de acordo de licenciamento de marca com a Empresa de Águas Ouro Fino, para o lançamento da Acqua Sadia.
Câmbio ajudou
aumeto da receita
na exportação
As exportações em continuidade à tendência registrada nos períodos anteriores obtiveram incremento de volume e receita, experimentando uma situação cambial favorável e uma demanda normalizada, sobretudo da Europa, além da expansão das vendas para o Extremo Oriente e para a região do Pacífico Sul.
A Sadia exportou nos primeiros nove meses do ano um volume de 438,2 mil toneladas, 30,3% a mais do que o exportado em igual período de 2001. A receita de exportação, nos nove meses, de R$ 1,39 bilhão, foi 29,4% maior do que a dos nove meses do ano passado, permanecendo o destaque para os produtos suínos que cresceram 95,9% em volume e 79,5% em receita, sobretudo pelo aumento da presença no mercado russo e na Europa Ocidental. As exportações de aves cresceram 25,2% em volume e 23,4% em receita, enquanto que os industrializados tiveram queda de 6% em volume e de 0,5% em receita.
Crescimento no
mercado interno
foi de 7,9%
No mercado doméstico, a receita alcançou R$ 1,9 bilhão, 7,9% superior à obtida nos nove primeiros meses de 2001 e as vendas físicas totalizaram 547,3 mil t, 1,9% a mais. Os industrializados e os produtos suínos cresceram, respectivamente, 5% em volume e 13,7% em receita e 36,4% em volume e 29,7% em receita, enquanto que as aves registraram queda de 21,5% em volume e 10,3% em receita. No terceiro trimestre, o volume para o mercado interno totalizou 198,7 mil t, 6,2% a mais do que o terceiro trimestre de 2001, enquanto que a receita, de R$ 674,5 milhões, foi 9% superior.





