Para o especialista Jorge Luiz Barcelos Oliveira a força dos hidropônicos está baseada nas exigências do próprio mercado consumidor. Hoje o cliente vai até o sacolão, feira ou mercado e quer qualidade nas hortaliças, busca sabor mais agradável, suave, crocante, além da limpeza visual. "O produto está sempre na prateleira, independentemente do clima, e isso faz com que o comércio e o consumidor comecem a dar preferência. Para o produtor é muito interessante, não é necessário tanta mão de obra, a família se envolve e é possível produzir num local esquecido da propriedade e até nas periferias das cidades", salienta ele.
Porém, o pesquisador comenta que é preciso "entrar de cabeça" no sistema para obter resultados interessantes. Apesar da importância de saber um pouco sobre química e fisiologia das plantas para lidar com a adubação via solução nutritiva, Oliveira salienta que ser bem sucedido na hidroponia independe do grau de escolaridade do produtor. "É preciso apenas aceitar que o sistema é diferente e que não é possível fazer adaptações do modelo tradicional de cultivo".
Por fim, o responsável pela LabHidro não tem dúvidas que a hidroponia faz parte da agricultura do futuro. "A exigência dos consumidores só vai aumentar, principalmente no que diz respeito à não utilização de agrotóxicos. Hoje, os produtores que produzem hidropônicos utilizam bem menos defensivos, sendo que alguns deles já têm tecnologias implementadas para não utilizá-los. O produto é mais limpo e com extrema qualidade", garante. (V.L.)

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