A agricultura de precisão, umua tecnologia que está revolucionando os Estados Unidos, será discutida nos dias 25 a 29 deste mês, em Curitiba, no GIS Brasil 98, maior evento sobre geoprocessamento da América Latina.
Tendo como tema central ‘‘Geotecnologia no Campo e na Cidade’’, no dia 28 o GIS Brasil 98 apresentará uma mostra de agricultura de precisão, que abordará conceitos e aplicações e definirá que caminhos segue essa tecnologia no País e no Mundo. A mostrará terá palestras de especialistas como Luís Balastreire, coordenador do Grupo de Pesquisa em Agricultura de Precisão, do Departamento de Engenharia Rural da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq), e o engenheiro agrícola do Agricultural Research Service (Missouri, EUA), Clyde Fraisse.
A tecnologiaAquela tencologia promete colocar agricultura e meio ambiente lado a lado chega ao Brasil, chamando a atenção dos grandes produtores e pesquisadores. A agricultura de precisão tem como característica principal a aplicação de insumos nos locais corretos e nas quantidades requeridas, graças ao uso de tecnologias de geoprocessamento, envolvendo GPS (Sistema de Posicionamento Global) e GIS (Sistema de Informações Geográficas).
Estas ferramentas geram mapas de colheita ou produtividade e mapas do solo, possibilitando ao produtor conhecer melhor cada metro do campo. Instalado em tratores e colhedoras - através de uma constelação de satélites artificiais - o GPS fornece a posição exata das áreas de maior e menor produtividade. Com amostras de solos georeferenciadas, o agricultor consegue saber precisamente onde e se o solo está precário de nutrientes, corrigindo apenas os locais necessários.
O software GIS armazena e trata todas as informações colhidas em campo, gerando mapas que serão a base para tomadas de decisões. Neste ponto do processo os mapas funcionam como uma bula de remédio para a plantação e para o solo, indicando em que áreas os insumos devem ser aplicados.
PesquisaA Esalq, de Piracicaba, SP, está aplicando a tecnologia em um sistema de instrumentação e aquisição de dados para o mapeamento da produtividade da cultura do milho. Segundo Luiz Antônio Balastreire, coordenador do grupo, o trabalho foi movido pela tendência mundial de aumentar a eficácia na produção de grãos.
Com objetivo de diminuir o conflito entre a agricultura e a ecologia, o grupo desenvolveu um sistema de medição do peso do grão, utilizando um subtanque graneleiro dentro da colhedora. Um sistema de posicionamento global (GPS) móvel foi instalado sobre a colhedora no campo, e outro sistema fixo foi usado como base para correção diferencial através do pós-processamento dos dados de posição.
Estes sistemas de medição automática de peso e de posicionamento permitiram a obtenção do primeiro mapa de produtividade para a cultura de milho no Brasil.

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