Agricultores que cuidam do solo
Na Fazenda Concórdia, localizada em Mauá da Serra, os irmãos Carlos e Seiichi Kamiguchi cuidam bem da produção. Contente com o desenvolvimento da safra até o momento, Carlos conta que as plantas estão no momento da floração e têm alcançado um bom crescimento. A expectativa é que a produção varie entre 3 mil e 3,5 mil quilos/ha. Os cuidados preventivos para que tudo corra bem estão sendo realizados, como a aplicação do fungicida contra a ferrugem asiática. Agora estamos na expectativa de que o sol apareça, para que possamos fazer a segunda aplicação, informa o produtor.
Carlos também realiza todo ano a rotação de cultura, plantando milho, com o objetivo de manter o solo saudável e quebrar os ciclos de doenças. Ambas culturas têm seus benefícios para o solo, afirma. O volume de área plantada de milho e soja quase se equivale. O primeiro ocupa 160 ha e a segunda 205 ha da propriedade.
O agricultor confessa que é difícil manter esse ritmo porque o milho não tem sido interessante economicamente, mas o faz sempre pensando no futuro. Pretendo continuar produzindo soja nos próximos anos e, se faço a rotação, cuido do solo, e posso evitar maiores custos com a produção a médio e longo prazos, revela Carlos, mesmo assim não descartando a possibilidade de intercalar a rotação, um ano faz outro não, por conta do mercado e para não ficar descapitalizado. Atualmente tem plantado na área três cultivares: CD 236 RR, CD 239 RR e BRS 232. E afirma que para o futuro, como o espaço para a produção do grão tem chegado ao limite, as empresas precisam continuar investindo em melhoramento genético e os produtores em maiores cuidados com o solo. Tecnologia nas sementes e cuidados com o solo é a receita, conclui Carlos.
O produtor João Nazima, cuja propriedade está localizada em Guaravera, distrito de Londrina, também está feliz com o desenvolvimento de sua produção. A lavoura está no período de floração e, assim como Carlos, já fez a primeira aplicação do fungicida contra a ferrugem e espera a chuva parar para realizar a segunda. A expectativa é produzir mais de 3,5 mil quilos/ha. Na Fazenda Santana, também acontece a rotação de cultura anualmente, mas nesta safra, por questões técnicas só foi possível plantar soja. Mas para 2010/11, a rotação vai voltar, adianta Nazima.
Segundo ele, que normalmente cultiva milho em 30% da safra de verão, é difícil manter essa rotina por conta de questões de mercado. Porém, os agricultores não podem só pensar no lado financeiro, acrescenta ele. A gente tem que pensar a terra para muitos anos. Se não cuidarmos com carinho, ela estraga. A gente tem que extrair coisas da terra, mas devolver com cuidados, afirma. Para ter sempre bons resultados com a lavoura, Nazima diz que busca constantemente assistência técnica. Nazima e Carlos são associados da Cooperativa Integrada. (E.Z.)





