Produtores rurais aproveitaram os quatro dias do BelaSafra 2016 para analisar como as novas variedades de soja e milho lançadas no evento se comportaram em meio à chuva intensa que caiu na região durante os meses de dezembro e janeiro. Em conversa com a reportagem da FOLHA, eles também falaram acerca da expectativa da colheita da oleaginosa na safra 2015/16 e as estratégias para o trabalho seguinte com o milho.
Napoleão de Camargo e o filho dele Ricardo de Camargo são produtores rurais numa área de 20 alqueires em Palmital. Eles relataram que sempre frequentam dias de campo em busca da melhor variedade que se adapta à região e ao sistema de trabalho da família. Napoleão relata que no ano passado colheu 255 sacas por alqueire de milho e 140 sacas por alqueire da oleaginosa.
"Até agora, a chuva não atrapalhou a minha área de soja. Fiz três aplicações de fungicida e a ferrugem está controlada. Minha expectativa é colher 160 sacas por alqueire", salientou. No que diz respeito ao milho, o produtor explicou que vai apostar num híbrido da Syngenta, mas que não é lançamento. "Meu vizinho plantou e gostei do resultado."
Já o produtor da região de Sertanópolis Vacir Hispanhol Secco plantou soja numa área de 50 alqueires e espera uma quebra de 20% em sua safra, principalmente na área semeada no dia 15 de outubro. "Os meses de novembro e dezembro choveram exageradamente e depois veio o sol muito forte; as plantas acabaram murchando. Gosto de visitar este tipo de evento para procurar as situações mais reais possíveis em relação às variedades. Estou de olho num lançamento da TMG para a safra 2016/17." No caso do milho, Secco relatou que irá fazer "o básico", apostando numa variedade da Pioneer que tem dado certo nos últimos anos. "Vamos ver se pelo menos consigo atingir a marca de 250 sacas por alqueire", projetou.
Agricultor em Rancho Alegre, Sérgio Lavísio disse que a chuva veio na hora certa e sua expectativa é colher de 140 a 150 sacas por alqueire de soja. "Ano passado foi muito ruim porque enfrentei a seca durante o ciclo e depois a chuva na colheita", lembrou. Ele comentou que viu algumas variedades interessantes no BelaSafra, principalmente da Syngenta e Don Mário. "Sempre analiso o tratamento que é dado às sementes e o potencial produtivo de cada uma delas, além da precocidade." Para o milho, a expectativa de Lavísio é ficar próximo à marca de 300 sacas por alqueire, como conseguiu no ano retrasado. "Espero que a chuva continue vindo na hora certa e que os preços continuem rentáveis para o produtor", complementou.
Já o produtor Pedro Bavia comentou que sua área de 40 alqueires de soja plantada em Alvorada do Sul está "razoável". "Plantei uma variedade da Don Mario e espero colher 150 sacas por alqueire, ficando acima das 135 do ano passado." Em relação à comercialização, Bavia relatou que fixou uma parte da produção da oleaginosa a R$ 75 a saca e ficou bem satisfeito. "Já o milho, seria interessante se o mercado atingir a casa dos R$ 35, já que os custos de produção são mais altos. Na safrinha passada, fechei com produtividade de 201 sacas por alqueire e este ano quero atingir pelo menos 250."

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