Os agricultores que ainda não têm terra podem tentar adquirir uma propriedade por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário. O financiamento libera até R$ 40 por família. Para se enquadrar entre os beneficiários o agricultor deverá observar alguns critérios, explica o engenheiro agrônomo credenciado pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) para auxiliar os produrores rurais, Gumercino Fernandes.
Ele explica que o interessado em adquirir área para a agricultura deverá ter renda familiar anual de até R$ 15 mil, patrimônio de no máximo 30 mil, idade entre 18 e 65 anos, nos últimos 15 anos provar ligação com as atividades agrícolas por no mínimo 5 anos. Fernandes acrescenta ainda que o agricultor não poderá ter sido beneficiado em outros programas fundiários do governo.
O técnico-agropecuário também credenciado pela Fetaep, José Mário dos Santos, menciona que em Londrina já foram protocolados cinco projetos. Três deles são de produtores do Distrito de Lerrovile, um do Distrito de São Luiz e outro do Distrito de Guaravera. Esses cinco trabalhos envolvem 78 famílias e visam a aquisição de 315,9 hectares. Para atender o grupo seriam necessários cerca de R$ 5 milhões.
Santos acredita que o alto preço da terra em Londrina e região estaria 'esfriando' o interesse dos agricultores. O preço médio de um alqueire é de R$ 28 mil. O valor máximo do financiamento por família é de R$40 mil.
Fernandes avalia que era esperava mais procura por esse financiamento por parte dos agricultores. Ele afirma que, pelo menos, 600 famílias de Londrina poderiam se encaixar nos critérios do programa e tentarem conseguir o financiamento para adquirir terras.
Para concorrer aos recursos Fernandes explica que além de se encaixar nos critérios do programa, o produtor deve elaborar um projeto de aquisição da área, além de ter uma carta de intenção de venda do proprietário da área desejada. A formação de grupos acontece porque é mais fácil e barato adquirir áreas maiores do que fazer as compras individualmente.
Fernandes explica a elaboração de cada projeto demora em média 90 dias e o agricultor paga uma taxa de R$ 75. Depois de protocolado no Conselho Municipal de Desenvolvimento o projeto deverá demorar até três meses para ser avaliado. O resultado referente aos cinco projetos já protocolados deverá ser divulgada até o final do mês de outubro

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