No Paraná, 20% dos produtores ainda guardam sementes e 90% compram pelo preço e não pela qualidade. Miyamoto explica que apenas 2% dos agricultores escolhem a semente in loco. ''Eles acompanham a tecnologia, mas não sabem como a semente é produzida e perdem em qualidade'', lamenta. Mas ele lembra que nem sempre a certificação é garantia de qualidade. ''A certificação só garante a pureza das sementes'', ressaltou.
A situação mais preocupante é a do Rio Grande do Sul, cuja taxa de uso de sementes certificadas é de apenas 20%. A produtividade sul-riograndense é 32% menor que em outros Estados e a infestação por nematóides e ervas daninhas muito maior.
Para o presidente da Abrasem, semente boa não é a de menor ou maior preço e sim aquela que possibilita maior retorno financeiro a médio prazo. No entanto, Miyamoto afirma que a semente deve ter um preço justo, para que o setor continue investindo em pesquisas que desenvolvam variedades mais resistentes e rentáveis.
''É importante conscientizar o agricultor de que a semente é o componente catalisador do processo produtivo e que o produtor deve saber como comprá-la para valorizar os outros elementos da produção como adubos, fertilizantes, plantadeiras e colheitadeiras'', concluiu.

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