Agricultor precisa se adequar às normas
Adequar-se às normas estabelecidas na produção de orgânicos é um requisito fundamental para agilizar o processo de certificação, afirma Maurício Ventura, professor do departamento de agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordenador do Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos. A universidade, segundo ele, tem ajudado muitos agricultores do município a produzirem de forma adequada.
Ventura aponta que a falta de organização dentro da propriedade dificulta o processo de certificação. "Primeiramente, o produtor deve registrar tudo o que faz na propriedade no caderno de campo", sugere. É importante anotar os produtos utilizados durante a adubação, no controle de pragas e a variedade da semente. "Muitos produtores não gostam de fazer isso."
A correta formação de barreiras de ventos é outra norma que exige cuidado. Este quesito, informa o professor, é um dos que mais causam problemas de adequação das propriedades em um processo de certificação.
Alternativas
Buscar apoio de associações de produtores para adequar-se às normas é uma das alternativas para o produtor conseguir essa certificação. Ventura avalia que a certificação participativa pode reunir em apenas um grupo centenas de produtores. Em Londrina, a UEL a UEL atende em torno de 70 famílias na Região Metropolitana de Londrina (RML) porque o Emater não dá conta de atender todas sozinho.
"A universidade presta o apoio técnico, mas quem emite a certificação é a Tecpar", ressalta Ventura. A universidade faz estudos de caso e auditorias. Se toda a propriedade estiver dentro das normas e a produção for voltada especificamente para o mercado interno, a certificação demora em torno de seis meses. Quando a produção é destinada à exportação, uma licença pode demorar um pouco mais. A migração de uma produção convencional para uma orgânica é bem mais complexa. Ao todo, esse processo demora em torno de dois anos. (R.M.)





