Agricultor precisa saber negociar
O agricultor Claudecir Mazieiro, do Distrito de São Luiz (Zona Leste de Londrina) percebeu que fazendo pesquisas de preços e comprando à vista poderia ter melhor rendimento na propriedade. A mudança foi automatica: por tudo no papel além de diversificar as atividades na propriedade e observar o melhor preço na hora da venda dos produtos, obtinha ganhos de renda nas atividades agrícolas. Trator, plantadeira e colheitadeira, o produtor reinveste na frota agrícola para melhorar o próprio trabalho no campo. Experiente ele aprendeu que o que importa é ter capital de giro no bolso e saber negociar em todas as ocasiões.
Mazieiro começou a adminstrar a propriedade da família há 15 anos. Para quem estudou até a quarta série do Ensino Fundamental desde o início já começou apostando na diversificação com a introdução de uma horta na propriedade. A horta ocupa atualmente um alqueire e meio e envolve o trabalho de seis pessoas. ''A horta paga as despesas das nossas casas. Dá mais trabalho, mas o retorno é mais rápido'', avalia.
Dedicado principalmente à produção de soja, milho e trigo, cultivados em 86 alqueires, Mazieiro analisa que cada um deve direcionar os esforços para a atividade mais lucrativa. ''Todos os ramos têm espinhos. Você precisa fazer as contas e avaliar o que dá mais futuro'', afirma.
Mazieiro lembra que antes de assumir a propriedade e introduzir novas técnicas de gerenciamento da atividade, a colheita de soja chegava a 80 sacas por alqueire, em média. Atualmente, a produtividade alcança 140 sacas.
Para a safra de trigo deste ano ele investiu R$ 138 mil na lavoura. Como resultado do investimento ele espera colher 130 sacas por alqueire, se as condições climáticas continuarem favoráveis ao desenvolvimento da cultura. ''A agricultura é muito pior do que outras atividades, é suscetível aos problemas climáticos que podem arrasar uma safra. Por isso, o agricultor precisa de muito mais cuidados na hora de administrar a propriedade'', justifica.





