Agricultor moderno precisa ser arrojado
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Célia Guerra<br>Reportagem local 
Ousadia para o novo. Essa é a principal característica do agricultor moderno. A opinião é do engenheiro agrônomo e produtor Sérgio Komura, 28 anos, que administra, junto com dois irmãos (também agrônomos) e tios, as propriedades da família em Tamarana (62 km ao sul de Londrina) e Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana).
O produtor diz que, desde que terminou a faculdade, há cinco anos, ele vem ocupando gradativamente o lugar do pai, Hitoshi Komura, nos negócios da família herdados do avô, Koukichi Komura. A substituição dos administradores em empresa familiares, para ele, é uma tendência da sociedade moderna, que ocorre não só na agricultura.
O avô, segundo o produtor, trabalhava de forma limitada pois os conhecimentos da época também eram limitados. ''Uma agricultura de subsistência'', destaca. Já o pai e os tios adotavam práticas mais próximas do que atualmente se determina profissionalização da agricultura. Komura diz que não enfrenta resistência na modernização do processo produtivo porque as inovações partem sempre de resultados práticos. A opinião dos mais velhos, como garante, é fundamental no processo produtivo, afinal, são décadas de experiências acumuladas. Mas, sem modéstia, atesta: ''Queremos dar continuidade ao trabalho e multiplicar o capital da família''.
Nas propriedades a produção se concentra na produção de grãos, onde a aplicação das inovações tecnológicas são fundamentais. ''Não há como se manter no negócio ignorando as novidades trazidas pela ciência'', enfatiza Sérgio Komura. Para isso, ele destaca que não é preciso morar na propriedade.
A rapidez no repasse de informações, com as facilidades na organização de dados, permitidas pela informática, garantem ao agricultor moderno a opção da moradia na cidade.
Em Mauá da Serra, o produtor participa de um grupo de jovens agricultores, o Grupo de Desenvolvimento Técnico (GDT), ligado à Cooperativa Integrada, cujo objetivo é exatamente testar as novidades da agricultura.
O GDT é composto por 13 agricultores cuja faixa etária varia de 25 a 40 anos. Eles possuem um agrônomo que se responsabiliza por buscar inovações por todo o País. O profissional realiza ensaios dessas tecnologias em áreas determinadas pelos integrantes, que também acompanham, de perto os resultados. ''Só implantamos as técnicas aprovadas por todos'', garante. Os avanços da agricultura lhes permitiram um incremento na produção de 10% a 15%.


