Agora maior prazo para vacinação
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Da Redação 
Em consequência da liberação, quarta-feira, 24/5, do Circuito Pecuário Centro-Oeste como área livre de aftosa com vacinação, o Paraná poderá aumentar em até 240% seu potencial de crescimento das exportações, pois uma parte maior da carne bovina do Estado será vendida ao Exterior, sob classificação carne e derivados - como produtos de qualidade no mercado internacional.
Semana passada o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Poloni, prorrogara por mais 20 dias a campanha de vacinação contra a aftosa no Paraná. A campanha deste ano deveria ter sido concluída sábado passado, 20, e agora vai até 10 de junho. O Secretário considera esse período suficiente para que os pecuaristas tenham tempo de comprar vacinas, imunizar os animais e comprovar a vacinação nas Unidades Veterinárias do Estado.
Escassez e exportaçãoA prorrogação foi adotada após ter sido comprovada a escassez de vacinas contra aftosa no varejo. A Divisão de Sanidade Animal (DSA), estima que 60% do rebanho de 9,5 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos já foram imunizados no Estado. Os demais ainda não foram vacinados, porque os pecuaristas estavam com dificuldade de encontrar o medicamento.
A consequência mais esperada da certificação dada pela OIE ao Circuito Centro-Oeste terá efeito no futuro: a ampliação do mercado internacional para a carne bovina brasileira. O faturamento em consequência desse ato deve subir de US$60 milhões para US$320 milhões por ano. O Paraná exporta atualmente 47 mil toneladas de carnes bovina e suína. Com o fim da aftosa, o volume exportado deve passar para 160 mil toneladas, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
O Paraná não é um tradicional produtor de carnes em quantidade, e no ano passado vendeu apens 9 mil toneladas. Para este ano a previsão oficial é em torno de 18 mil toneladas, segundo Adélio Borges, do Deral. O Paraná tem apenas três grandes frigoríficos sob inspeção e eles é que fornecem carne para exportação: Navirai e Paissandu, de Maringá e Brasil Novo, de Paranavaí.


