Aftosa ainda é ameaça
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sábado, 04 de dezembro de 2004
Reportagem Local 
Todos os esforços do País para o incremento do comércio agrícola podem ser ''destruídos'' se não forem adotadas ações concretas de combate à febre aftosa, advertiu esta semana o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Combater a febre aftosa no Hemisfério Sul, disse, ''não é ambição por ambição e não é uma coisa pequena''. Em discurso na 1 Reunião Extraordinária do Comitê Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (COHEFA), Rodrigues ressaltou que todos os segmentos da sociedade civil devem estar envolvidos para resolver o problema.
A Organização Mundial de Comércio (OMC) sinalizou em agosto com alguns conceitos básicos que podem facilitar o comércio agrícola no curto prazo. Por isso, disse, é necessário que o Brasil cuide da sanidade animal e vegetal para evitar que barreiras não tarifárias possam impedir a venda de produtos brasileiros.
O Brasil deve liderar uma campanha de combate a aftosa no continente sul-americano. Ele disse que o presidente Lula deve encaminhar correspondência aos presidentes dos demais países da América do Sul, para enfatizar a necessidade de vacinação no rebanho da região.
O Comitê Hemisférico oficializou esta semana a criação de um fundo do qual sairão recursos para ações complementares de combate à febre aftosa nos 35países do continente americano. Durante reunião extraordinária do comitê, o chefe da unidade de saúde publica e veterinária da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) em Washington, Albino Bettolo, disse que a prioridade do plano será o combate da doença na Venezuela, Equador, Norte e Nordeste do Brasil e na fronteira do Chaco, entre Bolívia, Paraguai e Argentina. Essas são as regiões mais críticas para a doença.


