Adubo líquido custa mais barato e mostra-se eficiente
No Brasil, a fertilização de solo utilizando adubos líquidos corresponde a apenas 10% do volume total aplicado nas propriedade rurais. Os produtos estão sendo comercializados há muito tempo no País, mas as vendas oscilam dependendo da safra. Durante o BelaSafra, o trabalho realizado pela Belagrícola e seus parceiros com este tipo de produto foi muito ativo, atraindo diversos produtores interessados em experimentar algumas novidades que chegam ao mercado.
Por meio do Departamento de Alta Tecnologia e Nutrição, o projeto BelaSulco desenvolveu uma tecnologia de aplicação de fertilizantes via solo no momento da semeadura em busca de um máximo potencial produtivo dos grãos e custos mais acessíveis. A empresa se diz pronta para oferecer em escala industrial um portfólio de produtos e serviços derivados a partir do adubo líquido, incluindo pulverizadores via sulco, um tanque com linha para aplicação no sulco do adubo e outro tanque para aplicação no sulco da semeadura.
Importadora e fabricante de produtos de fertilização de solos e folhas, a Nutriceler aposta numa tecnologia que quer revolucionar este segmento. O diferencial prometido pela empresa é o volume bem menor utilizado por hectare. "Estamos falando de uma queda de 200 litros a 300 litros por hectare para 30 litros por hectare. A menor quantidade é a revolução do nosso produto, aliado à alta produtividade", comentou o diretor técnico comercial da Nutriceler, Junior Schreiner.
Outro diferencial do produto, segundo ele, é que os produtos - um fonte de fósforo e outro de potássio - não apenas oferecem esses elementos, mas também possuem aditivos que não permitem que tais componentes sejam fixados ao solo, o que acontece com os adubos tradicionais. "Sem fixação, é possível colocar menores quantidades, já que é tudo disponível para a planta. Além disso, os aditivos também ajudam a liberar o fósforo e o potássio que naturalmente estão no solo", exemplificou Schreiner.
Outro benefício importante é que graças ao menor volume de produto para aplicação, se diminui consideravelmente o custo de mão de obra operacional do agricultor. "Por fim, os produtores podem esperar um incremento entre 10% e 15% a mais em áreas que estamos observando." (V.L.)





