Nem bem começou a colheita das culturas de inverno e os agricultores já estão planejando a próxima safra de verão. No Paraná, a maioria das cooperativas já montou os pacotes de insumos para a soja, cuja área deve aumentar em 3% no Paraná.
Com mais de 1 milhão de hectares cultivados com a oleaginosa, os produtores da região central preferiram investir em fungicidas para combater a ferrugem asiática, que pegou muitos agricultores brasileiros de surpresa no ano passado. ''Como é esperado um ataque maior da ferrugem este ano, já alertamos nossos cooperados com palestras e dias de campo para minimizar os prejuízos que virão'', contou o supervisor da gerência técnica da Coamo, Antônio Carlos Ostrowski.
O mesmo ocorre no Oeste do Estado, onde os agricultores, preocupados com a doença, também anteciparam a compra de fungicidas. Segundo o coordenador de vendas da C.Vale, de Palotina (96 km ao norte de Cascavel), Eduardo Renosto, 70% dos produtores já compraram os insumos para o plantio da soja, que ocupa 98% da área agrícola da região.
O preço dos insumos são basicamente os mesmos em relação à média histórica dos últimos anos, com excessão do adubo, que sofreu aumento de cerca de 30% e pode comprometer os ganhos do produtor. ''O aumento do preço do fertilizante elevou o custo de produção em até 25% e como o preço da soja tem sofrido baixas, a margem de lucro do produtor deverá ser bem menor na próxima safra'', explicou Renosto.
Em toda a região norte o planejamento para a safra de verão também já foi feito e o plantio deve acontecer entre os meses de outubro e novembro. ''A soja continua sendo a principal cultura de verão na região'', ressaltou o gerente regional da Cooperativa Integrada, Seisuke Ito.
Seguindo as recomendações dos agrônomos da Integrada, o produtor Samuel Sanches adquiriu um novo pulverizador para otimizar a aplicação de defensivos na próxima safra. Dos 50 alqueires que possui em Jataizinho (21 km a leste de Londrina), Sanches irá cultivar 40 com soja e o restante com milho, para melhorar a qualidade do solo através da rotação de culturas. ''Espero obter maior rentabilidade com a soja e pelo menos repetir a dose com o milho, que no ano passado rendeu 280 sacas/alqueire'', disse.

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