Quando utilizada como forrageira, para pastejo direto ou produção de feno, a aveia exige um plano mínimo de adubação. O básico deve ser aplicado durante a semeadura e parte da adubação nitrogenada e potássica (necessária em solos arenosos) deve ser aplicada em cobertura. Segundo Oliveira, quando as temperaturas caem é hora de os pecuaristas fazerem a adubação para a retomada do crescimento da planta.
Ele recomenda a aplicação de 40 kg/ha, o que equivale a 200 kg/ha de sulfato de amônia. Para os solos arenosos, com mais de 80% de areia e níveis médios ou baixos de potássio, é importante aplicar mais uma adubação equivalente a 50 kg/ha de cloreto de potássio, o que pode ser feito em mistura com o sulfato de amônia.
Para os produtores que adotaram a semente Iapar 61, precisam da forragem para as épocas críticas do inverno e o solo já apresenta teor adequado de fósforo e potássio, o plano de adubação deve ser mais amplo. Neste caso, o Iapar recomenda a aplicação de 100 Kg de sulfato de amônia e potássio (se necessário) a cada 21 ou 30 dias, preferencialmente com solo úmido ou antes de uma chuva, logo após a retirada dos animais do piquete.
O manejo da aveia pode ser através de pastejo rotativo, contínuo ou por tempo controlado durante o dia. Em pastejo contínuo, a aveia permite uma lotação de 3 animais (450 kg em média) por hectare.
O primeiro pastejo não deve ocorrer com a aveia muito nova, pois normalmente no primeiro mês a planta apresenta apenas de 20% a 23% de proteína bruta e de 12% a 13% de matéria seca. Oliveira explica que o teor de proteína é muito alto para o teor de matéria seca. As condições ideais de pastejo ocorrem quando se alcança de 0,9 a 1 quilo de matéria fresca de aveia por metro quadrado. (V.M.)

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