Adubação de pasto altera perfil da pecuária
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sexta-feira, 13 de junho de 2003
Cláudia Barberato<BR>Reportagem Local 
Um trabalho de recuperação e adubação de pastos, capaz de dobrar o número de animais por área, alterou o perfil da pecuária feita na Fazenda Figueira, em Itambaracá (46 km a leste de Cornélio Procópio). A propriedade, que hoje pertence a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), foi doada pelo agrônomo agrônomo Alexandre von Pritzelwitz.
Quando a Fealq assumiu a Fazenda Figueira, em 2000, havia 3,7 mil cabeças de gado. Hoje, o rebanho está em 5,5 mil cabeças, sendo que no período de dois anos foram vendidas 2 mil animais. ''De 3,7 mil animais aumentamos para 7,5 mil'', explica o diretor da Fundação, Antonio Roque Dechen, satisfeito com os resultados obtidos nesse período.
Segundo Dechen, a meta é que, até junho de 2004, todos os 2,4 mil hectares de pastagens da fazenda estejam restabelecidos e que no prazo de três anos o rebanho chegue a 10 mil cabeças.
Parte desse programa de recuperação e manejo de pastagem foi mostrado num dia de campo, realizado no último dia 6 na propriedade. O evento reuniu 120 pecuaristas do Norte do Paraná.
O projeto na Figueira tem parceria com a Dow AgroSciences. Segundo o diretor da Fealq, Antonio Dechen, a parceria possibilitou o desenvolvimento da fazenda. ''Quando assumimos o projeto as pastagnes estavam muito degradadas. Hoje temos temos segurança para aumentar a produtividade porque há pastagens de qualidade para isso'', acrescenta Dechen.
O trabalho foi iniciado em junho de 2001 e tem prazo para terminar em junho do ano que vem. A Dow AgroSciences vem fornecendo à Fealq sua tecnologia no controle e combate a plantas invasoras para a recuperação das pastagens da fazenda, contribuindo para torná-la produtiva e auto-sustentável.
O trabalho da empresa na Figueira teve início com a visita de uma equipe de técnicos à propriedade para levantamento da situação de cada pasto e das pragas existentes. Depois, foi elaborado o projeto de recuperação, determinando como e quando os pastos deveriam ser recuperados. A partir daí, os técnicos passaram a treinar, periodicamente, os funcionários da fazenda na aplicação de herbicidas e no manejo das pastagens. O resultado é que hoje quase 70% dos pastos estão recuperados.
O agrônomo Alexandre von Pritzelwitz, que morreu em janeiro de 2000, deixou em testamento a doação da Fazenda Figueira para a Fealq. Ele determinou que a propriedade de 3,65 mil hectares fosse administrada pela Fundação sob orientação técnica de professores do Departamento de Zootecnia da Esalq. Exigiu ainda que se mantivesse a pecuária de corte como atividade principal.
Uma comissão técnica, indicada pelo Departamento de Zootecnia da Esalq, foi encarregada do desenvolvimento da fazenda com o objetivo de torná-la produtiva e auto-sustentável. Uma comissão científica, também indicada pela Fealq, analisa e aprova os projetos de pesquisa a serem desenvolvidos na estação experimental.
A comissão técnica é coordenada pelo agrônomo e professor da Esalq Moacir Corsi. Lá, também foi criada uma estação agrozootécnica voltada ao desenvolvimento de projetos de pesquisa com bovinocultura de corte, forragicultura, silvicultura e outras áreas relacionadas com ciências agrárias e preservação ambiental.


