Adensado sofre menos com geadas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de julho de 2000
Da Redação 
Isso ocorre, segundo o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que desenvolveu o modelo de plantio adensado, porque os pressupostos técnico-econômicos do novo modelo de cafeicultura para o Paraná são direcionados para a convivência com geadas, mesmo severas, em períodos de 6 a 12 anos.
Cicunstâncias como essa mostram que o projeto está no caminho certo; deve prosseguir e é fundamental o Governo do Estado apoiar medidas como: a) monitoramento da oferta de mudas, para possibilitar a continuidade de plantios com 8 mil a 10 mil mudas por hectare; b) apoio direto aos pequenos produtores, através do Programa Paraná 12 Meses; c) continuidade do Programa de Qualidade, Capacitação e Orientação Técnica; d) intensificação dos investimentos em pequisa.
Principais pressupostos do modelo de café adensado: adensamento recuperação muito mais rápida da produtividade; concentração do café nos melhores locais do imóvel.
variedades a maturação precoce salva danos diretos em frutos verdes do ano; distribuição por porte em função das condições topoclimáticas.
zoneamento a nível regional e do imóvel rural manejo e proteção direta técnicas de minimizção de danos (nutrição, controle de pragas e doenças, etc.).
diversificação integrada eliminação de dependência total a um único produto.
ContinuidadeO Iapar entende que neste momento em que o projeto de mudança está em andamento, é preciso apoiar o esforço dos produtores para a sua continuidade, a partir da certeza da viabilidade do café no Paraná dentro do conceito de produtividade e qualidade. No adensado a produtividade é de 40 sacas/ha contra 15 no sistema convencional.
Portanto conclui o Iapar , mesmo com geadas eventuais como essas deste mês e com preços médios praticados, o café ainda se constitui em alternativa econômica viável para muitos municípios paranaenses.
ResistênciaA Área de Agrometeorologia do Iapar classifica de severas geadas como as que ocorreram nos dias 13 e 17 deste mês. Elas ocorrem a cada seis ou 12 anos.
Os pesquisadores do Iapar classificam como fulminantes para as lavouras de milho, trigo (na fase de emborrachamento), hortaliças e pastagens e, para o café eles calculam os danos em 80%, em muitos casos. Eles lembram que a amplitude dos danos decorre de cada região, localização do cafezal (altitude e face de exposição do terreno), do estágio de desenvolvimento e manejo da lavoura, etc..
A produção da safra 2001, analisam os especialistas, já está seriamente prejudicada, mas ressalvam que o nível de comprometimento depende de avaliação posterior. Nas lavouras onde foram seguidas as recomendações técnicas, os produtores fizeram enterrío de mudas até seis meses de idasde, estão totalmente salvas. Também foram salvas, afirmam, as lavouras com mudas de até dois anos de idade nas quais foi chegada terra no tronco. Elas ficaram livres do efeito de geadas de canela; foram atingidas apenas na parte aérea, de recuperação mais rápida.


