As recomendações para as lavouras adensadas não são muito diferentes, porque o adensado não é resistente a geadas, e as áreas sofreram tanto como os plantios tradiconais. Segundo Francisco Barboza, o diferencial está na recuperação das lavouras pós-geadas. ‘‘O adensado recupera-se muito mais rápido, e a primeira produção já será maior’’, comenta.
Agora, mesmo as lavouras que não queimaram com o frio, sofrem uma redução de até 30% por causa da desfolha provocada pelo choque térmico. O adensado também é mais poupado no caso de geadas de vento, mas como a geada deste ano foi de irradiação, o ar parado com resfriamento acabou atingindo as plantas de maneira geral.
De acordo com Barboza, algumas proteções como o plantio de grevilhas nas lavouras funcionam somente para geadas fracas. Mas quando a temperatura cai mesmo é difícil conseguir uma proteção 100%, a não ser nos casos de enterrio de mudas novas.
O agrônomo do Ministério da Agricultura informou que o estoque brasileiro de 6 milhões e 766 mil sacos, deve equilibrar possíveis aumentos por parte da indústria. A maior parte deste estoque, 5 milhões e 604 mil sacas estão no Paraná.(C.C.)

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