Adaptação da haste da plantadeira reduz custos
Economia de 50% da potência do trator, o que reflete no desempenho da plantadeira e redução no gasto de combustível, além de diminuir o risco de erosão e assoreamento do Lago de Itaipu. Estas são algumas vantagens da redução de abertura do ângulo de 50º graus para 20º graus e da largura da haste sulcadora da plantadeira. Rubens Siqueira, da área de engenharia agrícola do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que esteve fazendo a demonstração da tecnologia durante o Show Rural Coopavel, disse que as hastes originais, mais largas, revolvem e abrem sulcos maiores no solo, favorecendo o processo de erosão, além de, por causa da abertura, forçar o equipamento a trabalhar no limite de potência do maquinário. Com a redução da abertura, a haste fica mais rente à superfície, o que facilita a operação, sem exigir muito do equipamento, comentou.
Siqueira disse que o projeto foi desenvolvido em conjunto pelo Iapar e a Usina de Itaipu e visa atender os agricultores do municípios lindeiros do lago. De acordo com o pesquisador, o sistema de plantio direto na região do lago deve estar disseminado em 95% das propriedades. A melhoria introduzida na haste da plantadeira faz parte do projeto de dispor de plantio direto, com propriedade, como é a proposta da Hidrelétrica de Itaipu, o que implica, entre outros fatores, na rotação de cultura, fertilidade do solo, no uso de adubação verde, enfim no manejo adequado do solo, esclarece o técnico.
O pesquisador explica que a compactação do solo, devido à alta concentração de argila, é um fator limitante à expansão do plantio direto. A haste das plantadeiras, também conhecida como facão, serve para romper a compactação da terra. O uso da haste desenvolvida pelo Iapar proporciona a redução da potência necessária para tracionar a plantadeira. Muitas vezes, o trator opera no limite da potência, enquanto a plantadeira trabalha abaixo do ideal.
Com a redução da potência, é possível aumentar a velocidade/hora do maquinário e elevar a eficiência da semeadura, explica. O consumo de combustível cai de 10 litros para 6,5 litros por hora. Siqueira disse que o órgão está credenciando oficinas mecânicas na região do Lago de Itaipu para proceder à substituição da haste. Para isso, o Iapar fornece gabaritos aos mecânicos. De acordo com ele, isso permite disseminar a tecnologia e, principalmente, levá-la o mais próximo possível do agricultor.





