"Qualquer demora para um vírus desse, cada minuto, vale às vezes (a vida de) milhares de aves", alerta Inácio Afonso Kroetz
"Qualquer demora para um vírus desse, cada minuto, vale às vezes (a vida de) milhares de aves", alerta Inácio Afonso Kroetz | Foto: Fábio Alcover/21-6-2016



Até aqui, antes da chegada desses equipamentos de ponta no Centro de Diagnósticos da Adapar, o Paraná precisava enviar suas amostras para laboratórios de outros Estados para ter informações epidemiológicas dos lotes das aves do Paraná. Para o maior produtor de carne de frango do País, algo que poderia ser perigoso caso houvesse a necessidade de resultados rápidos numa eventual introdução do vírus da Influenza Aviária no País.

O presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, relata que ficar na fila de outros centros de diagnóstico por um eventual resultado pode ser fatal para uma cadeia que movimentou no ano passado US$ 2,5 bilhões em exportações. "Dependíamos de outros Estados. Qualquer demora para um vírus desse, cada minuto, vale às vezes (a vida de) milhares de aves."

Outro ponto importante, segundo Kroetz, é que com esse tipo de equipamento - caso haja a introdução dessa doença exótica e de alto impacto em outro Estado nacional que não seja o Paraná - é possível comprovar aos compradores internacionais que o Estado continua livre do vírus. "No momento que isso porventura aconteça, o certificado nacional de área livre não vale mais nada. Mas podemos conversar com os mercados, mostrando os resultados comprovando que o foco não está aqui."

Por fim, Kroetz relata que pelo mundo diversos países, como o próprio EUA, lutam contra a Influenza, que já está introduzida, e investem pesado para manter planteis saudáveis para a exportação. "Como o Brasil é área livre, seria um grande impacto (caso um o vírus ingressasse). Nesse caso, é necessário um diagnóstico rápido porque precisamos entregar os resultados imediatamente ao Mapa para que ele autorize as ações necessárias." (V.L.)

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