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Londrina

Folha Rural

m de leitura Atualizado em 04/07/2022, 07:40

Adapar alerta sobre suspensão do agrotóxico carbendazin

O produto, um dos mais usados no Brasil, já foi banido na Europa e nos EUA justamente por suspeita de causar câncer e malformação de fetos

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de julho de 2022

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A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) emitiu uma nota técnica nesta quinta-feira (23) em razão da suspensão cautelar da importação, produção, distribuição e comercialização do ingrediente ativo carbendazin e seus produtos técnicos, determinada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 22 de junho.

A suspensão vale até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica feito pela própria agência. A análise pode levar ao banimento do produto ou à sua manutenção no mercado, com a adoção de medidas para reduzir os riscos decorrentes do seu uso.

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Os aspectos toxicológicos que motivaram a reavaliação do carbendazim são as suspeitas de mutagenicidade, carcinogenicidade, toxicidade para o desenvolvimento e toxicidade reprodutiva. “Diante da decisão da Anvisa, está proibida a comercialização de agrotóxicos com ingrediente ativo carbendazin a partir da data de 22 de junho de 2022 em todo território nacional”, diz a nota da Adapar.

O documento esclarece que o despacho da Anvisa não aponta restrição de uso para os produtos comercializados antes dessa data e que já se encontram em poder dos agricultores. No entanto, a nota reforça o alerta de que os profissionais de agronomia não deverão emitir receitas agronômicas recomendando o uso de produtos que contenham o ingrediente ativo carbendazin em sua formulação

O uso deste ativo vem caindo desde 2018 no Paraná, quando chegou a 1.293 toneladas. Em 2021, foram 821 toneladas, representando 0,71% de todo o agrotóxico utilizado naquele ano, que foi de pouco mais de 115 mil toneladas. A cultura da soja recebeu 73,12% do total, seguido do trigo, com 15,95%, feijão, com 8%, e milho, com 2,64%.

O carbendazim já foi banido na Europa e nos Estados Unidos justamente  por suspeita de causar câncer e malformação de fetos. Ele é um dos 20 defensivos agrícolas mais usados no Brasil. A suspensão é imediata e vale até que conclusão do processo, que tem prazo de 60 dias. O veneno é utilizado em culturas como soja, milho, laranja e maçã. (Com informações da AEN e da Folhapress)