De acordo com o técnico do Deral, Disonei Zampieri, o mercado internacional do açúcar vive a expectativa do aumento de preços, fruto da recomposição de estoque de alguns países que apresentaram déficit em suas relações de oferta e demanda devido à influência do clima.
A maior parte da produção de açúcar do Paraná é destinada ao mercado internacional, principalmente Rússia e Emirados Árabes. Das 1,9 milhão de toneladas estimadas para este ano, 1,2 milhão devem ser exportadas. Para Dias, a existência de um terminal próprio em Paranaguá, com atendimento 24 horas, é fundamental para o sucesso das exportações. ''O novo terminal de transbordo construído em Maringá facilita ainda mais o escoamento da produção para o porto'', lembrou.
Das cerca de 600 milhões de t de açúcar restantes, 300 são aproveitadas no Estado, cujo consumo é em média 40 kg/pessoa/ano. O restante é vendido nos Estados vizinhos.
Segundo Zampieri, para manter a competitividade no mercado mundial, o setor sucroalcooleiro brasileiro depende do acesso aos mercados, principalmente para o álcool. ''O mercado internacional do açúcar já está estabilizado, pois não existe um alimento energético tão barato quanto o açúcar de cana'', finalizou. (M.G.)

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