Acompanhamento profissional é sinônimo de tecnologia
Para as cooperativas, a idéia de que elas são meras disseminadoras dos pacotes tecnológicos é equivocada. ''Alta tecnologia hoje é sinônimo de acompanhamento profissional no campo e não uso indiscriminado de defensivos'', diz o gerente técnico da Cooperativa Integrada, de Londrina, Irineu Baptista.
Grandes revendedoras de insumos, as cooperativas influenciam sim a compra antecipada de defensivos por parte dos associados, mas o objetivo não é financeiro. ''As cooperativas normalmente fazem um pré-pedido de todos os insumos a serem utilizados na lavoura para aproveitar possíveis promoções das revendas e também para que o agricultor consiga obter os financiamentos dos bancos no prazo correto'', explica Baptista.
Segundo ele, antecipar o pedido nem sempre garante a venda do pacote tecnológico, que muitas vezes nem é utilizado pelo produtor na sua totalidade. ''Aí está a importância do agrônomo, que não pode ser um mero expectador e sim um participante da vida do produtor, ajudando-o na tomada de decisão, seja na compra do insumo ou na aplicação de determinado produto na lavoura.''
Para Irineu Baptista, existem três tipos de assistência: a que se preocupa simplesmente em vender o pacote tecnológico; a oficial, representada pela Emater, ''que está deficiente, pois os técnicos têm atendido mais produtores do que poderiam''; e a equipe das cooperativas, ''que precisam se preocupar com o resultado financeiro do produtor porque se ele vai mal, a cooperativa também vai mal''.
Segundo o gerente da Integrada, vender o pacote fechado não é economicamente interessante para as cooperativas, pois elas não têm vínculos com as empresas revendedoras. ''O objetivo da cooperativa é, antes de tudo, incrementar a renda do produtor fazendo o melhor uso dos recursos que ele já tem'', completa. (M.G.)





