O criador Osvaldo Marques de Oliveira, integrado da Jaguafrangos em Jaguapitã, região Norte, explica que ações simples como o uso de água de procedência e uma ração adequada faz a diferença na saúde dos animais. Com mais de 60 mil frangos, as orientações de manejo que a indústria oferece já estabeleceram para a sua granja um padrão de qualidade que está dentro das normas exigidas pelos órgãos fiscalizadores.
O avicultor João Paulo Britto, de Maringá, acrescenta que a harmonia em uma granja, ou seja, a boa convivência entre os animais é outro critério que garante frangos com bom desempenho de crescimento. Para obter essa harmonia, Britto trabalha com 50% de machos e 50% de fêmeas. ''Se eu coloco só machos, as disputas entre eles são muito grandes. Com isso, eu saio perdendo porque aumenta a competição por espaço, elevando assim a taxa de mortalidade do aviário'', explica. Garantir um bom animal para a indústria exportar não está ligado somente à sanidade, sublinha Britto, mas também ao potencial de quantidade de carne que esse frango pode oferecer. ''Daí vem o próximo passo, que é a alimentação''.
Britto explica que o peso dos animais é controlado pela luminosidade. ''A cada período, os animais recebem uma intensidade de luz'', revela. Ele acrescenta que quando a iluminação é constante, os animais não param de comer. Com isso, a engorda fica mais eficiente. Mas o criador lembra que todo o processo é seguido com a devida orientação, já que são necessários períodos de descanso. ''Nessa hora, apagamos a luz'', brinca. A altura do comedouro e bebedouro é outro ponto fundamental no processo de engorda. O criador frisa que a altura dos bicos de água, por exemplo, devem estar um pouco acima do bico do animal. No caso dos comedouros, o produtor acrescenta que o prato deve ficar na altura do peito, elevando a medida em que os frangos crescem. ''Todas essas regrinhas nos ajudam a produzir com qualidade''.
O produtor Osvaldo Bueno, de Apucarana, afirma que outra regra é manter o ambiente do aviário sempre saudável. O avicultor acrescenta que a amônia, derivada dos excrementos dos animais e que se concentra no ar, deve ser removida constantemente pelos exaustores. ''A amônia pode cegar os pintinhos e intoxicar os animais adultos'', completa Bueno. Ele acrescenta que itens como cal virgem nas portas do galpão e o cercamento com tela no aviário garantem produção contra possíveis contaminações ocasionadas pela presença de pássaros ou outros animais que possam entrar no aviário. (R.M.)

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