O Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) de Cornélio Procópio recebeu no ano passado várias denúncias de lavouras atingidas por deriva.
Este ano, segundo a agrônoma Carla Maria Pereira Paiva, do Defis, o órgão tem investido no trabalho de conscientização e educação de técnicos e produtores, com bons resultados.
Carla admite que a ação é limitada e o principal gargalo está na dificuldade de comprovação do problema. ''Há produtos cuja ação se confunde com outros sintomas, como os de doenças, da falta de minerais no solo'', explica.
O órgão abre processos administrativos para levantar os culpados - técnico responsável pelo receituário e o produtor -, depois é lavrado um auto de infração.
O ressarcimento dos prejuízos só ocorre com uma ação de perdas e danos que, pela morosidade da justiça, pode levar anos. ''Temos casos na região registrados há mais de 10 anos e ainda não foram julgados'', lamenta. Já houve casos em que, por iniciativa do próprio Ministério Público, foram propostos acordos entre as partes. ''Se a justiça fosse mais rápida, talvez, coibisse as infrações'', pressupõe. (C.G.)

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