São Paulo - A Associação Brasileira de Sementes de Mudas (Abrasem) pediu à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, maior atuação da pasta para tentar romper resistências de países importadores em relação a transgênicos, em especial a China.
Representantes da Abrasem estiveram esta semana em Brasília para uma reunião com a ministra, ao lado de outras entidades. O presidente da Abrasem, José Américo Pierre Rodrigues, disse ser fundamental "desenvolver boa relação com governo chinês" para a liberação de novas sementes.
Rodrigues cita o fato de que não há sincronia na aprovação - uma semente produzida no Brasil não necessariamente tem o aval do comprador - o que acaba atrapalhando o processo de produção. Como a China é o principal mercado dos produtos do agronegócio brasileiro ele diz ser importante que sementes liberadas no Brasil tenham o respaldo do mercado consumidor.
"A China é um mercado prioritário para as nossas commodities, por isso pedimos que a o governo tente encontrar algum mecanismo para atingir alguma proximidade na aprovação de novas biotecnologias no Brasil e na China", disse Rodrigues. Sem a aprovação do governo chinês, produtores tendem a não plantar novas variedades de grãos, mesmo que aprovadas no País.
Segundo Rodrigues, o encontro foi ideia da própria ministra, que desejava ouvir as pautas prioritárias de cada setor. Rodrigues afirmou que a Abrasem pediu alterações nas legislações que regulamentam a atividade, entre elas a revisão do marco regulatório de sementes e lei de proteção de cultivares. Segundo o executivo, a legislação atual tem brechas que permitem pirataria no mercado de sementes.

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