Em busca de alternativas para a comercialização da mandioca, a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam) estuda a viabilidade técnica do uso da raiz, da fécula e do bagaço na produção de álcool. ''É preciso investir com cautela num setor no qual a cana-de-açúcar é extremamente competitiva'', avalia João Eduardo Pasquini.
Segundo ele, a produção brasileira de mandioca tem dois destinos básicos atualmente o mercado alimentício e o de produção de papel , que consomem cerca de 500 mil toneladas anuais da raiz. ''Como exportar está inviável em decorrência da valorização do real frente ao dólar, a fabricação de álcool de mandioca seria uma ótima alternativa para o escoamento da produção'', sugere o presidente da Câmara Setorial Nacional da Mandioca e Derivados.
Ele ressalta ainda o trabalho do empresário Osvino Ricardi, de Paranavaí, que já mistura fécula de mandioca à farinha de trigo. ''O moinho de Ricardi foi o primeiro do País a lançar uma farinha mista, com 80% de farinha de trigo e 20% de amido de mandioca'', conta Pasquini. De acordo com ele, o empresário se dispôs a ceder equipamentos a proprietários de moinhos que queiram investir nessa produção e também para que a Câmara dos Deputados realize testes de viabilidade. ''Os investimentos em maquinários não são tão caros, não superam R$ 20 mil.'' (M.G.)

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