Com o programa Rede de Referência da Agricultura Familiar, criado em 1998, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) foi um dos principais incentivadores para a criação do programa Leite Arenito Caiuá. De acordo com a pesquisadora do sistema de produção leiteira do Iapar, Simony Lugão, os estudos da entidade apontaram a viabilidade do setor na agricultura familiar. Depois de um levantamento de dados, foram apresentados aos produtores todas as necessidades que o setor produtivo necessita para obter uma boa produtividade.
Segundo a especialista, um dos principais erros dos produtores é não investir na atividade. "Quando iniciamos o projeto, os criadores não produziam alimentos de qualidade para os animais e não tinham o controle dos gastos da propriedade", salienta. Um dos primeiros trabalhos realizados pelo Iapar foi mostrar para o produtor que ele tinha que melhorar a qualidade do volumoso e também a produção de bezerros. "O criador não investia em qualidade e produtividade", observa Simony. A pesquisadora enfatiza que com a adoção de simples técnicas de manejo, em um ano a produção de leite na região praticamente dobrou. "O que o criador precisa é ter atitude para mudar", salienta a pesquisadora.

Mercado Brasil
O ano que passou não foi muito favorável para o setor leiteiro. O motivo foi o que todos já conhecem, alta nos preços dos insumos, principalmente em produtos como os farelos de soja e milho. Para 2013, de acordo com analistas de mercado da Leite Brasil, o ano não será de "abundância". De acordo com a última estimativa da entidade, a produção deve crescer em 2013 no máximo 3%, contra 4,5% registrado em 2012, totalizando uma captação de 32 bilhões de litros.
Em termos de custo de produção, a entidade espera para este ano um incremento da ordem de 20%, tendo um pequeno alívio neste primeiro semestre devido ao início da colheita da safra de soja. De acordo com informações divulgadas pela Agência Estado, com base em dados obtidos da Scot Consultoria, a expectativa de crescimento de produção para este ano é de apenas 2%. Em relação ao preço, a projeção do mercado ao produtor para este ano é de que fique ao redor de R$ 1 o litro depois do carnaval.(R.M.)

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