A soja indiferente aos preços de Chicago
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sexta-feira, 18 de outubro de 2002
Reportagem Local 
Mais uma semana em que o preço da soja no mercado interno se comportou de forma indiferente às cotações da Bolsa de Chicago. Deve ser assim até a entrada da nova safra, prevêem os especialistas. Na quarta-feira, o indicador de preços da soja Esalq/BM&F - que expressa o mercado de lotes - ficou em R$ 48,04/saca, alta de 0,46% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 12,31/saca, baixa de 0,89%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Coincidência, no mesmo dia o pregão do mercado futuro na Bolsa de Chicago teve pequena baixa, contrariando o forte fechamento do dia anterior. Contratos com vencimento em janeiro de 2003, foram cotados a US$ 5,5075/bushel (US$ 12,14/sc de 60 kg).
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos manteve esta semana a sua projeção para a safra da América do Sul. Os quatro países produtores - Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai - devem representar, na próxima safra 2002/03, cerca de 45% da produção mundial, estimada em 184 milhões de toneladas. Desta forma, as condições climáticas neste continente passam a ter forte influência na formação dos preços futuros da soja.
As condições do clima em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais preocupam os produtores que prepararam o solo e aguardam o melhor momento para plantio. Muitos pretendiam anticipar a semeadura e aproveitar bem a safrinha de milho que acena com bons preços - ou mesmo a safrinha de soja - cujo mercado será ainda melhor, embora tecnicamente não seja aconselhável plantar soja sobre soja.


