A sigatoka negra, doença altamente destrutiva dos bananais, detectada no início de junho em um único bananal do Vale do Ribeira, já se espalhou por todas a regiões de São Paulo, informou esta semana a Agência Folha. Técnicos admitiram que a doença está disseminada no território paulista. O fungo Mycosphaerella fijiensis, causador da sigatoka, foi encontrado em 91 municípios dos 197 já inspecionados pela secretaria. A doença está presente nas outras regiões produtivas, como as de Avaré, Sorocaba, Presidente Prudente e Jales. O fungo foi encontrado também em plantações do litoral norte e do Vale do Paraíba.
As plantas contaminadas estão sendo erradicadas. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Duarte Nogueira, vai pedir ao governo federal uma revisão na instrução normativa que proíbe a comercialização e o transporte da fruta fora das divisas de São Paulo. Segundo ele, como os governos de Minas Gerais e Paraná já admitiram a presença do fungo em seus bananais, não há nada que impeça a venda da banana paulista a esses Estados. São Paulo produz cerca de 1,5 milhão de toneladas por ano, um quarto da produção nacional, de 5,9 milhões.
A secretaria vai realizar, entre o fim de setembro e o início de outubro, um seminário voltado para a cadeia produtiva da banana em São Paulo. O objetivo é difundir ações de defesa contra a doença, como a pulverização intensiva, o manejo adequado dos bananais e a troca de variedades. No caso do Vale do Ribeira, onde 70% da população dependem da bananicultura, será estimulada a adoção de alternativas econômicas, como a piscicultura e o plantio de arroz.

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