Ao contrário do que acontece no Centro-Oeste e Nordeste brasileiros em que as precipitações de chuva são abaixo da média e a distribuição irregular, o que prejudica a agricultura nessas regiões, no Paraná a expectativa é de que o El NiÀo favoreça as culturas de soja e milho.
''Estamos observando também um ano atípico com relação às temperaturas. Não tivemos praticamente inverno até agosto. Quando chegamos no final do inverno com a entrada da primavera começou a fazer frio. O mês de setembro em Londrina registrou temperaturas de 33 e 34 graus e mínimas de dois a três grau, com a ocorrência de geadas fracas. Em relação à temperatura em outubro ainda vamos observar variações, prejudicando principalmente os produtores de feijão da região pareanense Centro-Sul'' , avalia o meteorologista.
Lezinski lembra que na safra anterior, o Paraná esteve sob a influência do La NiÀa, fenômeno atmosférico-oceânico oposto ao El NiÀo e que se caracteriza pelo esfriamento das águas de superfície do Oceano Pacífico Tropical.
''A gente costuma dizer que com as informações meteorológicas, o agricultor não corre o risco de plantar no escuro. De posse desses dados ele, por exemplo, consegue programar um escalonamento de plantio e escolher uma semente mais adequada a determinado clima'', afirma Lezinski.
Para os agricultores que ainda estão com um pé atrás, quando a assunto é meteorologia, Lezinski destaca que até 15 anos atrás, as previsões eram empíricas para no mínimo dois dias, evoluindo bastante. Atualmente, o índice de acerto chega a 80% para um prazo médio de 15 dias.
''Com essas informações, o agricultor consegue fazer um planejamento melhor da
sua produção'', comenta Lezinski. (F.L.)

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